Sábado, Fevereiro 28, 2009

Histórias para adormecer

Tenho dado por mim a ser argumentista de romance.
Quer isto dizer...tenho inventado à noite umas histórias para os meus garotos adormecerem...
Mas o curioso é que a história já vai no seu sexto ou sétimo episódio e agora todos os dias tenho que lhe ir arranjando um enredo. Todas as noites há uma sequela ao que aconteceu no dia anterior:
Episódio 1:
A Josefina (nome escolhido pelo meu filho) é uma menina que mora na aldeia do coreto. A Josefina vende flores muito belas no largo do Coreto e é uma jovem virtuosa e trabalhadora. Mora numa linda quinta com um cavalo (o Trovão), com uma vaca que ela ordenha e de onde tem o leite, com galinhas que pôem ovos e permitem à josefina fazer belas omoletes (estão a ver o estilo didáctico?) Um dia...o Príncipe Carlos ao passear no largo do Coreto apaixona-se pela Josefina. Para a conhecer mascara-se de jovem plebeu e compra-lhe flores. No dia seguinte, de novo lhe compra flores, mas desta vez oferece-se para ajudar a Josefina a levar para casa as suas coisas. No caminho para casa a Josefina e o Carlos falam...falam e descobrem que gostam das mesmas coisas: Do céu e das nuvens, dos pássaros a voar, de sorrir e do sol quentinho na barriga (esta usei porque o meu filho adora pôr a barriga ao sol para sentir o quentinho, como ele diz!) e, naturalmente, casam-se e vivem muito felizes para sempre.

-Boa noite durmam bem...

Mas!

Mas!! O que acontece depois de eles se casarem?

Bom, isso é uma história para outro dia...

Sábado, Fevereiro 21, 2009

Pequena confusão perfeitamente compreensível

Há uns tempos, o pequeno gnomo comentava comigo, com orgulho indisfarçável:

- Sabes, papá, já sei muitas marcas de carros! E já sei dizer bem "Audi"! Dantes dizia "Heidi"... ou "Noddy", já não sei bem...

Sexta-feira, Julho 25, 2008

Uma boa ideia

Há uns dias atrás, no meio do zapping, dei por mim a ver uma curta-metragem espanhola, num canal qualquer da Fox. Um homem contava a sua vida amorosa a alguém atrás da câmara. Depois de relatar dois namoros falhados, o senhor explicava como tinha recorrido a um expediente muito à mão - a masturbação. Satisfação garantida sem problemas, sem maus humores, sem conversas da treta. Mas, passados uns tempos, começou a sentir-se incompleto, insatisfeito. Talvez lhe faltasse um pouco de convívio... passou então a masturbar-se no meio de grandes aglomerações - centros comerciais, estádios de futebol.

Mas não era suficiente. E foi assim que o tipo, ao tentar descobrir algo que lhe permitisse alcançar a satisfação sexual plena, descobriu a masturbação anal (confesso que desconhecia totalmente o conceito, mas nesta altura do filme estava já embasbacado).

Entretanto, no meio de tanta felicidade, descobriu, no meio do acto, uma coisa que não deveria estar no sítio onde estava. Depois de ir ao médico, verificou que era um corpo cancerígeno que, não fosse o caso de ter sido descoberto tão cedo, lhe poderia ter causado a morte.
Depois de mostrar a alegria do homem quando se consciencializou que a masturbação anal lhe salvara a vida (ora aqui está uma frase que nunca na vida pensei escrever!), o filme terminava com um anúncio: "O cancro do recto é a segunda causa de mortes por cancro, em todo o mundo. Faça regularmente um auto-exame".

O que me leva a escolher este tema para este regresso, depois de tanto tempo sem postar? Dois motivos - 1º, achei bastante piada ao filme, confesso. O 2º motivo, o mais importante, foi o post do Redus Maximus sobre a energia nuclear. Porque ao mostrar esta ideia que, na essência, é uma boa ideia (afinal, visa reduzir o número de mortes por cancro) e é fácil de aplicar (enfim, está à mão de semear...), não passa de uma anedota bem imaginada, simplesmente porque é pouco prático. Nem com todo o voluntarismo do Mundo se há-de convencer o pessoal a enfiar o dedo no cu, certo?

É exactamente o mesmo que penso sobre a segunda proposta do Redus, a que mata as vacas e deixa os peixes em paz. Não é prático convencer as pessoas a comer soja com lentilhas, ou sei lá o que comem os vegetarianos. Não se pode atacar levianamente alguns marcos distintivos da nossa civilização, como a picanha ou a posta à mirandesa!

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Sábado, Julho 19, 2008

Energia Nuclear

A energia Nuclear volta à agenda jornalística. Felizmente não volta à agenda do governo português.
Volta quando se ouvem falar de incidentes graves em França em duas Centrais nucleares e quando estão em construção novas centrais em Inglaterra e na Finlândia que colocam o Nuclear como a única alternativa energéticamente eficiente...bom...há quem consiga escrever que a Energia Nuclear é quase limpa. Que a Fusão é muito mais eficaz que a Fissão e por isso nada há a temer. Percebe-se pelo meu discurso que não vejo esta "corrida" ao nuclear com bons olhos. A única forma de se combater a crise energética é actuando com mais inteligência. Consumir menos energia implica poluir menos. Por isso o meio ambiente e o consumo de energia estão de mãos dadas. Passo a expor a minha visão ecológica:

1 - Os aviões são uma fonte grande de poluição e de consumo de energia. Pode-se definir que há um dia por semana em que, a nível mundial, não há voos comerciais. Impacto certamente positivo para o ambiente e menor consumo de petróleo. Para as companhias aéreas...não me parece que houvesse grande impacto...os aviões poderiam até ser alvo das manutenções nesse período. Enfim, não me parece uma proposta muito disparatada.
2 - É sabido que as vacas são uma fonte grande de poluição mundial. Se todos se tornassem mais vegetarianos, ou seja, os adultos reduzirem o seu consumo de carne em 75 % o único impacto negativo seria na nossa goludice. Em termos ambientais haveria um grande impacto se o número de vacas no mundo decrescesse 75%. Se acrescentássemos o decréscimo do consumo de peixe a este objectivo então poderíamos até ter esperanças de se reporem os níveis das populações no mar. Como é que se conseguia isto...campanhas massivas de marketing. Ao estilo do tabaco. Comer Peixe Mata...O Peixe!
3 - Os carros são também uma fonte de grande poluição. Como diminuir? Simples e já várias coisas são feitas nesse sentido, aumentar brutalmente os impostos dos carros mais poluentes e tornar os carros menos poluentes quase livre de impostos. Menos poluição e menos procura do famigerado líquido negro.
4 - Micro Geração de Energia. Esta pode ser uma das soluções. Se no cimo de cada telhado estiver um painel solar que alimente essa própria casa e eventualmente consiga distribuir energia na rede e alimentar o carro eléctrico dessa família...estaremos no bom caminho. Vejam o seguinte link.

Há muitos mais temas que poderiam ser incluídos aqui como a reciclagem, a reflorestação, a utilização dos transportes públicos nos centros urbanos, o aumento da população humana. Enfim. Este é o tema do século, a sua resolução é que nos vai permitir ou não sobreviver como espécie...Que deus nos dê bom senso.

Domingo, Março 09, 2008

Meter água

Começo por onde terá começado a ideia de me incluir neste blog de temas diversos:
O lago do Campo Grande! O tal onde podíamos ser grandes navegadores. Vascos da Gama no meio de Lisboa! Depois de dar uma volta de patins no rinque que fica mesmo ao lado.
Uns anos mais tarde, quando já andava na Universidade, dei por lá uns passeios com as namoradas (uma de cada vez naturalmente, que os barcos são pequenos). Recentemente, pensei em lá levar o meu filho com três anos, para sermos piratas! Navegadores intrépidos em busca do perigo!
Tínhamos festarola garantida, uma tarde bem passada em perspectiva com lanche a bordo e, naturalmente, muitas histórias para contar à mãe quando regressássemos.
Bom, quando chegámos ao Campo Grande estava fechado. Bom, mais abandonado do que fechado. Fizémos o lanche à beira do lago. O rinque não tinha ninguém mas fizémos umas corridas lá ao pé, apanhámos uns paus com que nos "espadeirámos" e não deixámos de nos divertir por isso. As crianças de três anos não se deixam ir abaixo com tão pouco. E as de trinta também não!
Quando regressei a casa, depois de ter a garotagem a dormir, fiz umas pesquisas e cheguei à conclusão que o espaço está fechado desde Junho de 2004 com um projecto de requalificação orçamentado em 30 milhões de Euros, mas que ainda não se viu. Nem me pareceu estar nada em andamento.
Por isto pergunto eu, que Campo Grande para os meus filhos?

Sábado, Março 01, 2008

Eh pá...

Eh pá, não tenho tido tempo para postar. O trabalho, a rotina, o Travian...
A verdade é que isto só tem piada se não for por obrigação. E de facto penso que tenho demonstrado claramente que não escrevo aqui por obrigação. Pelo menos desde Novembro!
Bom, é como o Ranys diz - um dia destes... entretanto convidei um novo valor da blogosfera, o Redus Maximus, para ir animando o blog. É bom rapaz, apesar das suas preferências clubísticas poderem facilmente colocar em dúvida a existência de uma rede neuronal minimamente estruturada dentro do seu cérebro.
Redus Maximus, faz o teu pior!

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Quinta-feira, Fevereiro 28, 2008

1, 2, 3, experiência, 1, 2, 3...

...sim?...está...funciona!?!...
OK, pensei que já tinha avariado.
Bom..hmm, olá... sou o El Ranys. Em tempos andei por aqui..hmmm..não, está a correr mal.
Directo ao assunto. Só para dizer, amigos, que o blogue Revisão da Matéria, caso ainda não tenham reparado, está morto. Mas o middle name deste blogue é Lázaro. E, um dia... (certo, Rantas?)
OK. Obrigado pela vossa atenção. Xauzinho.

Domingo, Novembro 11, 2007

Esperança

Será Raquel?

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Sábado, Outubro 20, 2007

Uma coisa estúpida, mas no bom sentido

Hoje de manhã, ao dirigir-me para o trabalho tinha o rádio sintonizado na M80 quando ouvi a Margarida Rebelo Pinto (a escritora do Sei Lá e de mais uns livros). A estação convida uma pessoa a escolher uma música por dia durante uma semana. Esta semana foi dela. Hoje lá escolheu uma música e, ao explicar porquê, fez-me gelar o sangue - disse algo do género "ouvir esta música é como cortar os pulsos, mas no bom sentido".
Que linda imagem, que linda comparação, que hipérbole libertadora, que paradoxo! Só uma mente privilegiada consegue lembrar-se de um pensamento com esta profundidade, que permitem tantas segundas leituras. Só apetece dizer que ler um livro da Margarida Rebelo Pinto é como espetar um garfo num olho, mas no bom sentido, claro está. Muito bem, Margarida! Nem sempre gosto de ouvir humor na rádio de manhã, mas o seu exercício de estilo, dito tão naturalmente, fez-me soltar umas belas dumas gargalhadas. Bem haja por isso.

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M80


Nunca fui um grande fã de rádio. Ouço de manhã, quando vou no carro, e nada mais. Quando ligo o rádio quero ouvir música, mas habitualmente apanho o trânsito, notícias, anúncios, o jogo da mala, a bancada central ou aqueles programas matutinos com toda a gente bem-disposta a dizer piadas parvas logo de manhã. Há pouco tempo descobri a M80, rádio que quase só passa música dos anos 70, 80 e 90, e agora praticamente não ouço mais nada. Torna-se por vezes um exercício engraçado tentar descortinar através da névoa da memória quem cantava uma ou outra música que ouvia quando era adolescente com as hormonas aos saltos, como por exemplo o "I Was Made For Loving You Baby". Recomendo vivamente - é no 96,6.

A propósito de rádio, lembro-me de alguns programas que ainda assim me marcaram. O programa "De Que Cor É o Santo António", para mim, acabou por ser um mito que marcou a época em que estava a terminar o curso, em Coimbra; o radialista (é assim que se diz?) era o meu primo, o grande Elranys. O programa passava na RUC, Rádio da Universidade de Coimbra, e começava às 10 da manhã. Um mito porque só o consegui ouvir uma ou duas vezes, afinal esse horário coincidia mais ou menos com a hora a que me deitava... velhos tempos esses, em que o difícil era conseguir levantar-me a tempo de almoçar antes de jantar.

Também me lembro de outros programas que ouvia efectivamente. Para além do incontornável Oceano Pacífico, recheado de boa música, e do clássico Pão Com Manteiga, havia um outro, o Sexo No Ar, uma vez por semana, no máximo até às duas. O locutor principal era Carlos Cruz, a animar as noites de sexta-feira para sábado, da meia-noite às duas, com excelentes textos. Lembro-me da rubrica em que se dissertava sobre uma posição do Kama Sutra como se se tratasse de uma receita culinária, ou as histórias sobre o choque entre duas civilizações aparentemente antagónicas, uma regida por uma vulvocracia, enquanto a outra se tratava de uma falocracia. Ou ainda a história aflitiva da nave espacial que funcionava a energia sexual, e que andava à deriva porque ninguém conseguia parar a fêmea da raça clitoridiana, que fazia a nave andar...

Bom, acabei por me dispersar um pouco, queria era falar de rádios que passam música. A estação que eu mais ouvia, até há uns anos, era a Rádio Nostalgia. Aliás, houve uma altura em que estive para cortar com isso, porque num banco onde trabalhei (e onde passei muitas noites e fins-de-semana), só passavam essa rádio, que acabou por ser apelidada de Rádio Nevralgia, pelo enjoo...

Concluindo - sintonizem a M80, relembrem o Disco Sound, os Village People, os Boney M, os Cock Robin, os Kiss, a Gloria Gaynor e muitos outros.

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Sexta-feira, Agosto 24, 2007

Só temos um problema

De vez em quando, depois de jantar, tenho ido a um larguinho aqui ao pé de casa jogar à bola com o pequeno gnomo. A sua técnica de remate não é apurada, mas consegue já imprimir alguma potência nas biqueiradas.


Estávamos nós a jogar à bola quando apareceu um puto, com cerca de 6 anos, a perguntar se podia jogar connosco. O pequeno gnomo entusiasmou-se com a ideia (julgo que não serei a melhor companhia para dar chutos a uma bola...), mas de repente parou e, muito sério, disse ao miudo - "Podes jogar, mas temos um probema". "Um problema?", perguntou o outro; "sim, é que eu chuto a bola com muita força, eu sou muito forte", disse o pequeno gnomo, muito consciencioso do risco que o outro iria correr, ao sujeitar-se ao seu pé-canhão de 4 anos...

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Quinta-feira, Agosto 23, 2007

Demonstração da existência de Deus

Estou de férias.
É um período pouco dado a pensamentos teológicos, bem sei, mas devo dizer que passei por uma experiência religiosa inolvidável. Finalmente, agora acredito piamente que Deus existe.

Para uma mente simples, pouco exigente e não talhada a religiosidades profundas, a prova em como Deus existe poderia limitar-se ao facto de estar a passar férias num apartamento no Algarve que pertence aos meus sogros - ou seja, a estadia é de borla.

No entanto, não me satisfaço com isso. Isso para mim não demonstra que Deus existe e que é bom para mim. Ná, não me rendo tão facilmente. Armado com o meu espírito científico (sim, apesar de me ter licenciado em Economia, gosto de acreditar que tenho um espírito um bocadinho científico), estava à espera de uma prova definitiva e inquestionável.

E ei-la, a prova! No apartamento onde estou, existe um esquentador. E uma banheira com chuveiro. Quando estou a tomar banho, acontece sempre a mesma coisa - a água está quentinha, passo o controlo para o chuveiro e nem passam dois minutos para que a água esteja gelada. O esquentador continua ligado, não há fuga possível para a água quente. Se mantiver a água a correr na torneira da banheira, ela continua quente. Em qualquer outra torneira da casa - lavatório da casa-de-banho, cozinha - a água quente flui ininterruptamente. Quando passo para o chuveiro - pimba! - água fria.

Este facto tem-me feito pensar bastante no sentido da vida, para onde vamos e de onde viémos, para além de me interrogar sobre o que se passará nos canos, no chuveiro, no esquentador.

Cheguei à conclusão que o que se passa viola todas as leis da física. É, portanto, um sinal divino da presença de uma entidade superior. Deus existe. E não me grama, o velhote.


Nota - Esta história de chamar "velhote" a Deus não é original. É um plágio descarado de um texto dos Gato Fedorento. Desculpem a explicação, mas... eu chamo-me Luis, sim, mas não me chamo Filipe Menezes.

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Segunda-feira, Julho 23, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (20)

Aguaturbia é o nome de uma banda chilena de rock psicadélico. Aparecem aqui nesta capa todos nús, a curtir a ressaca dos anos 60, mas aparentemente não se estão a divertir por aí além. O senhor de bigode e de óculos, do lado direito, parece mesmo estar a pensar desistir, arrependido da seca em que se enfiou.
É verdade que a vida de sex, drugs and rock'n'roll parece gloriosa para quem está de fora, mas tem momentos menos conseguidos. Mais do que a cena grupal que eles à partida gostariam de ter encenado, isto acabou por se transformar numa cena penosa, a olhar para o tecto, a parede ou para qualquer lado desde que não fosse para a pila do gajo da bateria. Bom, enfim, mas afinal o tipo da esquerda está a olhar para onde? Olha olha o gajo...
Mais informações sobre os Aguaturbia em contramão.

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Sábado, Julho 21, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (19)


Perco muito tempo na internet. Demasiado, mesmo. Muitas vezes sem me sentir recompensado, confesso. No entanto, nessa labuta existem momentos, raros e fugazes, em que se encontra uma estrela a brilhar no escuro e se atinge um sentimento de accomplisment, de objectivo realizado.
Pesquisando pela internet, encontrei uma pepita de ouro - o Portal Pimba. Escavando um pouco, encontrei este tesouro - Vanessa Karina, vinda directamente do Portugal profundo.
Um produto de uma elaborada escola de Marketing, começando pelo nome (talvez um pouco óbvio demais...), passando pela peruca (muito bem esgalhada, a fazer lembrar a saudosa Jaquina, da melhor colheita de Herman José - o Tal Canal) e terminando nas fabulosas luvas (mitenes, é como se chama àquilo?), ainda com mais uns adereços - as pérolas, as unhas pretas, o cachucho no dedo, os óculos no cocuruto, o ar bovino. Esta capa está perfeita!

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Segunda-feira, Julho 16, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (18)

Estou consciente que, ao postar aqui esta capa, perco qualquer credibilidade que ainda pudesse ter. Em meu favor, apenas posso dizer que não teria imaginação para tanto nem sou tão versado em manipulação de imagens.
Esta capa foi produzida em 2001, para um disco cujo título completo era "Hey Babe, Let Me See Your USB And I'll Show You My Firewire". E mais não consigo dizer, tamanha é a minha estupefacção por esta obra de arte pós-moderna. Andará o massimo à procura da moçoila amiga do Damião? É que, visto daqui, dá-me ideia que aquilo era capaz de encaixar. É por estas e por outras que dizem que a informática é a única actividade em que é o software que entra pelo hardware adentro. Neste caso em particular, tenho dúvidas. O firewire será um middleware?

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Domingo, Julho 15, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (17)

Não sei o que dizer sobre esta história do Damião. Uma viagem pelo deserto interrompida por uma explosão assustadora, tão assustadora que o pobre do Damião julgou que ia morrer. Daí ter pedido à sua companheira de viagem que se inclinasse um pouco, para que ele pudesse ver melhor a explosão e preparar-se para o fim, mediante umas rezas que ele lá sabia.
A moça, tão prestável, até já vinha preparada para o que quer que acontecesse e até já tinha gravado por antecipação o nome do Damião na peidoca.
Através da história edificante sobre o susto que apanhou e desta capa a condizer, o nosso Damião deve ter vendido discos aos montes. Nem outra coisa será de imaginar, com uma capa de disco tão bem escolhida.

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Segunda-feira, Julho 09, 2007

Drª Patrícia Lança - Best of...

Para quem não acompanhou as opiniões didácticas e sempre certeiras da Drª Patrícia Lança, aqui fica um best of:
- «o jovem homossexual de 20 anos de idade tem só 50 por cento de possibilidades de chegar além dos quarenta anos. Não só por causa da HIV, mas por sujeitar-se a várias outras doenças causadas pelo abuso de um órgão não desenvolvido para uso sexual»
- «Sabemos muito mais sobre o corpo humano. Sabemos muito bem que o sistema digestivo, ingestão e excreção, não deve ser confundido com o sistema generativo.»
- «esquecendo que a repulsa sentida pela imensa maioria das pessoas deriva precisamente dum sentimento de nojo pela prática de sodomia, seja qual for o sexo do praticante.»
- «Há, todavia, um facto que ninguém pode escamotear. Se a imensa maioria das pessoas, sem propensidades sado-masoquistas, tivesse a inclinação ou pensasse que haveria algum prazer na prática das perversões tão queridas aos membros do lobi, então não havia nem explosões demográficas, nem problemas de planeamento familiar, nem o fabrico de contraceptivos, nem a indústria do aborto. O felatio e a sodomia evitam eficazmente a gravidez. Só que o preço a pagar é capaz de ser altíssimo.»

Posso estar a ser ingénuo, mas acredito que a Drª Patrícia Lança não é uma pessoa inventada. Até estou convencido que ela acredita mesmo mesmo naquilo que escreve. Mas se calhar estou enganado e ela não passa de uma personagem de ficção, criada por alguém com um sentido de humor apuradíssimo.
A Drª Patrícia Lança insurge-se aqui, quase diariamente. Recomendo vivamente uma leitura cuidada da sua obra. O riso é um excelente remédio.

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Quinta-feira, Junho 28, 2007

Normais como os chineses ou os muçulmanos?

Isto dos blogs é uma caixinha de surpresas. Hoje passei pelo Glória Fácil. Quando li o post intitulado "E essa outra grande fonte de prazer, a grunhice mais genuína e iletrada" fui directo para o link assinalado pela f.

O blog chama-se Plataforma Algarve pela Vida e foi criado "a propósito da campanha pelo 'não' ao referendo sobre a liberalização do aborto", onde participam "todos aqueles que, connosco, acreditam num mundo onde há lugar para todos". Uma nota de tolerância que fica bem a toda a gente. De seguida, um post de João Paulo Geada, Vamos falar claro sobre... homossexualidade.

Após um início meio entaramelado, onde o autor fala do PNR e da Feira do Livro, ataca-se a questão de frente - há quem considere que "a homossexualidade é natural e normal, tão normal como ser de nacionalidade chinesa ou de religião muçulmana."

"Só que... não é bem verdade", adianta Geada. "pensemos apenas por alguns segundos na tragédia que representa a SIDA, cujas origens – é bem sabido – têm muito a ver com a prática cada vez mais generalizada da sodomia a partir da “revolução sexual” dos anos 60. A responsabilidade pela expansão desta e doutras doenças, mesmo não do foro sexual como as próprias tuberculoses ultra-resistentes tem muito a ver com a promiscuidade sexual de que é expoente máximo a expanção da homossexualidade, e em particular da sodomia, um comportamente e um vício claramente nefasto para a sociedade como foi sempre reconhecido ao longo dos séculos. Para já não falar na fronteira por vezes muito ténue entre homossexualidade, prostituição, pornografia, pedofilia."
Geada podia ter ido mais longe neste seu manifesto de denúncia desassombrada. A "expanção" da sodomia - é bem sabido - também está relacionada com outras pragas que afectam as sociedades modernas, como as unhas encravadas, os bicos de papagaio e o próprio comunismo.

É destes exercícios de humor que a blogosfera portuguesa precisa. Geada, amigo, parabéns pelo magnífico post. Fartei-me de rir com a sua personificação de um mentecapto aburgessado. Quase que me enganava! Estará aqui um sucessor de Ricardo Araújo Pereira?

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Quarta-feira, Junho 27, 2007

Da transmutação da pulsão da líbido

Através da Controversa Maresia li este excelente post no Rititi, do qual extraio este excerto de que gostei particularmente: «Imagino sempre o escritor do erótico, numa tentativa de originalidade, a procurar sinónimos para caralho, mama ou tusa ou metáforas que resumam o êxtase de um orgarmo (ah, grandes momentos de literatura universal, jorrava paixão, não se conteve sobre o imperativo da carne alva) numa casa dos subúrbios enquanto a mulher estende a roupa. Patético.».

A finalizar, um comentário a esse post, de uma leitora despeitada:

«a escrita erotica é banal? discordo profundamente.
a transmutação da pulsão de libido em nobreza de sentimento não mesquinho parece-te banal?
pena.
lê mais sem pré - conceito e talvez te surpreendas».

Que dizer da transmutação da pulsão? Verdadeiramente patético...

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Terça-feira, Junho 26, 2007

Sem palavras, mau demais


«Eleições intercalares em LisboaFernando Negrão mete os pés pelas mãos em entrevista e confunde EPUL com Ippar e com EPAL
25.06.2007 - 20h04 Ana Henriques

O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Fernando Negrão, enredou-se hoje numa série de equívocos pouco abonatórios do seu conhecimento da autarquia.

Numa entrevista ao Rádio Clube Português, Negrão começou por defender a extinção do Instituto do Património Arquitectónico(ex-Ippar, actual Igespar) por este organismo ter deixado de construir habitação para os segmentos mais carenciados da população para acabar por declarar que a EPUL (Empresa Pública de Urbanização de Lisboa) “é, como todos sabemos, a empresa de abastecimento de água de Lisboa”. Contactado pelo PÚBLICO, o candidato explicou que tem “dificuldade em lidar com as siglas”, problema que “se acentuou” com “a pesada estrutura da Câmara de Lisboa”. De agora em diante, tenciona recorrer a um truque: “Vou começar a dizer o nome das instituições por extenso”, para evitar enganos.

Durante a entrevista, o candidato acabou por lançar suspeitas sobre o instituto que tem por missão defender os monumentos nacionais e outros imóveis de reconhecido valor, o antigo Ippar: “Se está no mercado a fazer concorrência directa aos construtores civis e aos promotores imobiliários não tem qualquer razão para existir. Ou regressa à sua vocação inicial, dar habitação a segmentos [da população] sem capacidade económica, ou extingue-se”. Mesmo depois de o jornalista João Adelino Faria lhe ter chamado a atenção para o engano, Fernando Negrão continuou baralhado: “Eu estava a falar do Ippar, não da EPUL. Queria falar da EPUL”. E, logo a seguir: “A extinção que admito é a do Ippar”. E quando por fim entrou no tema EPUL foi para se alongar sobre os desperdícios de água na cidade, confundindo desta vez a empresa com a EPAL.»

in Publico (ver aqui)

Não conhecia esta costela soarista de Fernando Negrão. Creio que nos esperam alguns anos engraçados em Lisboa, sempre que perguntarem a este futuro vereador algo sobre a cidade.

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Domingo, Junho 24, 2007

Ataque aos alicerces da nossa civilização!


Já alguém tinha comentado comigo que, em alguns restaurantes, o sentido de humor execrável dos empregados recomenda vivamente que se mantenha um low-profile e um sorriso resistente a todas as ocorrências da refeição - comida fria que se pede para aquecer, ou demasiado salgada, ou o pedido que foi trocado, ou o que seja. Uma total inversão de papéis, portanto.


Li agora, no Pastoral Portuguesa, que este terrorismo gastronómico está muito mais avançado do que alguma vez eu poderia pensar. Confiram aqui - Margaret Thatcher has eaten my sperm. At least five times. Disgusting!

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Sábado, Junho 23, 2007

Hoje cumpri um sonho antigo

Ontem à noite, depois de ter deitado o puto, dediquei-me a outras actividades - um novo jogo de Civilization 4, até às 2:30, seguido de uma passagem pelo Travian e concluído por mais um capítulo do livro que ainda estou a ler - O Mistério de Colombo Revelado. Passavam poucos minutos das 4 da manhã quando apaguei a luz, esperando uma alvorada madrugadora com o pequeno gnomo a saltar-me em cima por volta das 8:00.
Grande engano. O puto acordou-me às 10:30! Não sei a que horas se levantou, só sei que foi para a sala, retomou o filme dos "Piratas das Caraíbas" no sítio onde o deixámos ontem e permitiu-me este pequeno luxo de uma manhã de sono.
Grande evolução! Devo dizer que foi assim que sempre imaginei que um filho meu se deveria comportar. Após muitas manhãs de alvoroço, eis que o meu sonho se começa a cumprir.

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Sexta-feira, Junho 22, 2007

Em campanha


"Roubei" este cartaz de propaganda política ao Atractor Estranho. A menina do cartaz tem um site, tem um partido, e tem muita vontade se ser eleita. Estes belgas são doidos...

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Quinta-feira, Junho 21, 2007

Em campanha

"Revisão da Matéria a sério"
El Ranys

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Terça-feira, Junho 19, 2007

Em campanha

"O El Ranys faz falta!"

Rantas

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Domingo, Junho 17, 2007

Uma discussão inenarrável (actualizado)


Fiquei espantado com o nível da troca de mimos deste post e respectiva caixa de comentários. De parte a parte. Tenham juízo, pá.

P.S. - Esta posta estava incompleta, publiquei-a por engano (devia estar de olho no Travian...). Aqui vai o resto - sim sim, porque uma posta destas só fica completa com um excerto saboroso e uma alfinetada final.

Segue então o excerto, de um comentário de Daniel Oliveira: «Já agora, todos os blogues têm de ter um ou mais monárquicos? É algum programa para a defesa de espécies em vias de extinção? Eu acho excelente. Acho-os até queridos, com os seus bigodes retorcidos e os brasões estampados nos casacos. Mas já me disseram que a alimentação sai caríssima.»

Confesso que, se a minha primeira reacção, ao ler isto, foi de uma profunda hilaridade, fui logo a seguir atacado por um sentimento de nostalgia e, porque não dizê-lo, de alguma tristeza.
É que - recordar-se-ão os frequentadores mais assíduos deste blog - também por aqui costumava andar um espécime da estirpe monárquica, que infelizmente, depois de lhe ter ganho alguma afeição, desapareceu sem nunca mais dar notícias. Dão-se alvíssaras a quem encontrar esse irascível monárquico sportinguista que responde pelo nome de "Elranys".

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Jacinto Leite Capelo Rego?




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Sábado, Junho 16, 2007

Estou agarrado

O Nelson, do faxavor, decidiu divulgar um dos seus vícios. Confesso que não resisti a uma espreitadela. Este voyeurismo na internet é um dos aspectos mais repugnantes da minha personalidade, bem sei, mas que querem? É mais forte do que eu!
Bom, espreitei, espreitei e tornei-me eu próprio num viciado. Desenvolver economia, infraestrutura e um exército que me permita defender dos outros e até atacar uns quantos, se estiver para aí virado.
Cerca de 120.000 jogadores activos, em 5 servidores. Porrada à fartazana, horas de entretenimento. Vício garantido.
Vão lá, espreitem, registem-se logo. É grátis. Vão por aqui (adesões direccionadas através deste link dão-me ouro, um recurso muito escasso no jogo). Estou nos servidores 3 e 5.

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Quinta-feira, Junho 14, 2007

Pinto da Costa acusado

O "Papa" do futebol foi acusado de corrupção. Em causa está o jogo FC Porto - E. Amadora, de 2004, jogo esse onde pessoas afectas ao FCP andaram a "distribuir fruta" pela equipa de arbitragem.
A acusação era inevitável. Seja Pinto da Costa culpado ou inocente, é fundamental um julgamento isento e imparcial - para puni-lo ou para acabar com os rumores e com as suspeitas.
É, pois, um bom sinal, esta acusação. Um sinal de clarificação, que se pretende definitivo e conclusivo - ou seja, que não seja absolvido por artimanhas processuais, como por exemplo não se poderem utilizar as escutas.
Difícil será afastar as paixões clubísticas deste julgamento. Um exemplo, vindo do Mar Salgado - VLX faz comentários perfeitamente descabidos e descabelados - vejamos:
Critica o facto de Maria José Morgado investigar a corrupção no futebol "como se nada mais houvesse de importante a tratar". Temos portanto aqui um seguidor da famosa tese barrosista "enquanto houver uma criança com fome (ou listas de espera nos hospitais, já não me recordo), não iremos contruir o aeroporto. Não se arranjava um argumento melhorzinho que este? VLX acha então que não se deveria investigar?
VLX continua: O jogo realizou-se "entre um clube do fundo da tabela e outro que ganhou por dois golos de diferença e que, na altura, já estava em primeiro lugar na classificação, com vários pontos de avanço (e, recorde-se também, era o detentor do título de campeão nacional, da taça de Portugal e da taça da UEFA; e viria a ser nesse mesmo ano também campeão nacional e da Liga de Campeões, e vencedor do Campeonato do Mundo de Clubes, com uma ou duas Supertaças pelo meio)". O que é que isto tem a ver com este assunto? Este argumento retira credibilidade à acusação ou, pelo contrário, leva-nos a pensar que, se mesmo quando nada o justificava, dada a diferença abismal entre as duas equipas, eles ofereciam fruta e café com leite aos árbitros, o que seriam capazes de fazer quando a diferença não fosse tão evidente?
Que o julgamento seja breve, castigue os culpados e isente os inocentes de qualquer suspeita, eis o meu voto. Mas sem malabarismos rebuscados destes, por favor. O portismo não deveria toldar o discernimento de uma pessoa desta maneira.

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Terça-feira, Junho 12, 2007

O regresso do bom senso

Notícia no Record online, acabadinha de publicar (1:20), dá nota de uma decisão importante - vão ser analisadas alternativas à Ota!

Um estudo da CIP defende que a melhor localização para o novo aeroporto é Alcochete, que irá permitir poupar 3 mil milhões de euros na obra e ganhar 3 anos no tempo de construção, relativamente à opção da Ota.
O ministro Mário Lino referiu que o LNEC irá avaliar esta possibilidade, devendo proceder depois a uma análise comparativa.

Finalmente o bom senso imperou! Não sei se a Ota é a melhor alternativa ou não. O que me parece é que não estou só na ignorância - é que ninguém sabe! Com esta iniciativa regressa a lucidez e a certeza em como, quando a decisão for tomada, terá sido com base numa fundamentação credível e documentada.

Para quem defenda que isto é uma perda de tempo, só tenho a dizer que até agora é que se tem perdido tempo, com politiquices arruaceiras, faits divers idiotas e declarações de fé. A política consiste em tomar decisões, não em actos de fé.

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Segunda-feira, Junho 11, 2007

Terapia da fala

Ele - Papá! Papá! Estou a brincar aos Piratas das Caraífas!
Eu - Muito bem! Olha, queres aprender a dizer isso como um menino crescido?
Ele - Sim! Como é, Papá?
Eu - Piratas das Caraíbas.
Ele - Piratas das Caraífas!
Eu - Quase isso. Caraíbas.
Ele - Caraífas!
Eu - Caraí - BAS!
Ele - Caraí - FAS! Boa, Papá?
Eu - Boa. Caraí - BOA. Consegues dizer assim?
Ele - São muitas letras, Papá. Só com muito treino é que vou conseguir dizer isso. Caraífas. Boa?

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Segunda-feira, Junho 04, 2007

Devia haver uma lei...

Actualmente, fazem-se leis para tudo. Proíbe-se o fumo em restaurantes e discotecas mesmo contra a vontade dos donos, limita-se em 500 euros a generosidade familiar isenta de impostos, até mesmo se pune um desgraçado que conta uma anedota inócua sobre o primeiro-ministro. Há úmas semanas atrás, li no Expresso a opinião de um artolas qualquer que defendia que se devia proibir o uso do sal na comida. Se não comêssemos sal, seríamos todos muito mais saudáveis. Se ninguém fumasse ao nosso lado, seríamos todos uns atletas, certamente.

Há tempos, defendi aqui que, antes de se ir atrás dos fumadores, se deveria pensar nos donos dos cãezinhos que emporcalham as ruas de Lisboa. Isso sim, era civismo!

No meio deste furor legislativo, admira-me como ainda ninguém se lembrou de uma outra medida que faz ainda mais sentido do que todas as outras. Hoje fui cortar o cabelo e sucedeu uma coisa que detesto - os dedos do barbeiro cheiravam a chouriço! Se há coisa que incomode mais do que isso, sinceramente não conheço.

Saliente-se que o fumador passivo pode mudar de sítio, ou mesmo pedir ao fumador que apague o cigarro. Os passeantes podem desviar-se da caganitas de cão. Um freguês desavisado não pode fazer nada quando lhe aparece um barbeiro com dedos que cheiram a chouriço! Qual é o momento mais indicado - quando ele tem uma navalha nas mãos e nos tira as medidas da nuca ou quando vai buscar a tesoura pontiaguda que agita à frente dos nossos olhos? Pois pois...
Para quando uma medida que de facto defenda os nossos direitos e proíba terminantemente os barbeiros de comerem chouriço em horário de expediente? Hein? Para quando um político com visão de futuro que acabe com esse martírio a que nos sujeitamos para dar cobertura aos chouriços dos barbeiros? É tudo a mesma corja, só querem é poleiro!

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Domingo, Junho 03, 2007

Publicidade fatela

Veja-se o outdoor que me puseram à frente da janela de casa. Não sei o que se passa na cabeça dos criativos publicitários que bolam campanhas destas, mas coisa boa não há-de ser. Não haverá nada melhor que lhes ocorra, para vender cerveja, que uma leve sugestão de um semi-broche?
Ao menos, que se promova o produto genuíno, sem rodeios e sem rodriguinhos. Do género do anúncio imaginado pelo inevitável maradona .

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Pergunta complicada

Estávamos a ver um livro sobre o corpo humano e os seus sistemas (digestivo, respiratório, nervoso, etc.).
Disse-lhe que o ar que entra pela boca e pelo nariz vai parar aos pulmões, onde passa para o sangue que o entrega às várias partes do corpo, empurrado pelo coração - vai para a barriga, para os pés, os dedos, a pilinha, a cabeça, etc.
É aí que surge a pergunta - "Papá, e à alma, o sangue também vai para a alma? Onde é a alma?"

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Quinta-feira, Maio 31, 2007

Logística III

Terça-feira, Maio 29, 2007

Eles entendem-se...

Puto 1 - Sabes? O Capitão Gancho tem um baco.
Puto 2 - Um baco?
Puto 1 - Sim, um baco!
Puto 2 - Ah! Um baco!

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Domingo, Maio 27, 2007

Ele não é uma vaca

Na edição de ontem do Expresso saiu uma entrevista com Fernando Negrão, o candidato do PSD para a CML. O título dessa entrevista clama que "António Costa não é uma vaca sagrada".
Fiquei na dúvida sobre o profundo significado desta frase. O António não é uma vaca. Será que isso quer dizer, nas entrelinhas, que a Helena, pelo contrário, é?

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Sábado, Maio 26, 2007

Levar os putos à escola

Puto (entusiasmado) - Já sei o quero fazer quando for grande!
Mãe (curiosa) - Muito bem! E o que é?
Puto (orgulhoso) - Vou fazer contas! Tu fazes contas no trabalho, mamã? Podes ajudar-me?
Mãe (sorridente) - Claro que ajudo!
Puto (conclusivo) - Depois vamos no carro, tu deixas-me a mim no meu trabalho, depois deixas o papá no trabalho dele e depois vais trabalhar.

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Sexta-feira, Maio 25, 2007

Logística II

Quinta-feira, Maio 24, 2007

Diálogo

Mãe (resignada) - Hoje faço eu o jantar.
Puto (espantado) - Mas tu não sabes cozinhar, mamã!
Mãe (pedagógica) - Não é tanto assim. Eu só não gosto de cozinhar. Por vezes, temos de fazer coisas mesmo não gostando delas. Hoje o papá chega um pouco mais tarde e quem faz o jantar sou eu.
Puto (dedutivo) - Então quando não podes conduzir o carro, é o papá que conduz? Eu quero ver!
Mãe (resignada) - Não, o teu pai não sabe mesmo conduzir...

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Segunda-feira, Maio 21, 2007

Logística I

Domingo, Maio 20, 2007

Pois é...

Isto no RdM está uma ganda espiga, como se pode ver pelo post anterior do Ranys...
Não temos escrito nada e depois é o que se vê, qualquer merdinha serve de pretexto, como o dia da espiga.
O que eu tenho feito:
Cá tenho continuado com o meu Civ 4. Tenho uma série de postas para escrever, mas tem-me dado a preguiça...
Estou a ler um livro sobre Cristóvão Colombo e devo dizer que estou a ficar convencido em como ele era de facto um espião português ao serviço de D. João II. Mas isso será tema para umas postas.
Acabei de rever (mais de 30 anos depois!) a série "Os Pequenos Vagabundos - Les Galapiats". O puto adorou! A próxima série a ver com ele será o "Sandokan".

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Quinta-feira, Maio 17, 2007

Dia da espiga, dia da Internet

Diz que hoje é o dia da espiga. Diz também que é o dia da Internet. Parecia mal não vir aqui deixar uma posta.

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Domingo, Maio 06, 2007

Estou francamente irritado

Ontem, finalmente, testei os skills que venho desenvolvendo nos últimos tempos - um Civ4 Multiplayer, pela internet, com o Alex e com o Urubu.

Como primeira sessão não foi muito má - um início difícil da minha parte (não atino com os bárbaros!), que depois acabou por não me envergonhar demasiado. Não estou muito atrasado na tecnologia nem na economia. Atrasei-me irremediavelmente na religião.

Um factor que não estava à espera apanhou-me de calças na mão e deixou-me completamente lixado - por volta das 3:00 da manhã, o irritante e venenoso Luis XIV atacou-me à má fila, destruiu o meu país e conquistou duas cidades. Pouco depois das 5:00 consegui assinar um cessar-fogo com ele, para dar tempo para construir as minhas brigadas panzer e dar-lhe uma lição merecida. Sacana do franciú!

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Sábado, Maio 05, 2007

Presunções

Há que dizê-lo, com toda a frontalidade...
Num plano meramente pessoal, Carmona Rodrigues, no caso Bragaparques em que se constituiu arguido, goza da minha presunção (legal) de inocência.
Isso não é pouco a dizer em abono do homem, se acrescentar que Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, independentemente das decisões dos tribunais, serão sempre alvo da minha presunção (letal) de culpa. É tudo uma questão, quase epidérmica, de avaliação (mediatizada) de carácter.

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Sexta-feira, Maio 04, 2007

Vamos a isto, Carmona

Carmona nem tem cara de má pessoa, mas isso não faz dele um bom presidente de Câmara. No seu mandato, Lisboa não anda nem desanda. Uns radares que não servem para nada aqui, um túnel ali e, assim de repente, não me lembro de mais nada, além de poucas vergonhas (EPUL, Gebalis, Parque Mayer e por aí fora).
A Câmara Municipal de Lisboa, além de falida, está ingovernável. O executivo camarário trocou os Paços do Concelho pelo DIAP e tribunais. Não há condições para continuar. Bem pode Carmona Rodrigues arregaçar as mangas e agarrar-se ao posto como uma lapa. Não dá. Lisboa merece melhor do que isto. Caiam o executivo e a assembleia municipal. Venham eleições intercalares, venha gente nova.
Na sua obstinação, Carmona não está a "afrontar o PSD", como se lê hoje na maioria dos jornais. Está a afrontar os lisboetas e a cidade, quem nela vive e/ou trabalha. Vamos a isto, lisboetas.

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Quinta-feira, Maio 03, 2007

Lisboa, Lisboa

A reboque da opinião pública e publicada, com seis meses de atraso, Marques Mendes lá se conformou com o óbvio: envolvido em escândalos e processos-crime, o actual executivo da Câmara Municipal de Lisboa não consegue governar a capital do País.
Mais vale tarde do que nunca e, por isso, o retirar de confiança política, por parte do líder do PSD, ao executivo social democrata da CML não pode deixar de ser saudado como a atitude correcta a tomar,
Vamos agora para eleições intercalares que, na minha opinião, devem alargar-se à Assembleia Municipal (a sua actual composição torna a autarquia pouco governável e nenhum bom candidato à presidência da CML avançará se se mantiver esta AM.

Alguns analistas antecipam um provável duelo entre Paula Teixeira da Cruz e João Soares. Uma espécie de Opus Dei contra Maçonaria, reedição de um combate tantas vezes repetido.

Seja qual for o resultado, estou absolutamente convencido de que, face à actual situação, Lisboa vai sempre sair a ganhar. Independentemente da seita que conquistar o poder.

PS: Aos ainda deputados municipais, só quero pedir que, antes de irem embora, autorizem a porra do plano de pormenor dos terrenos do Sporting. Deixa-te de tretas demagógicas e populistas, ó Sá Fernandes.

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O Director-Sol

Sou leitor do "Expresso". Quando saiu o "Sol", também o li, durante umas 4 semanas, talvez. Pareceu-me uma cópia do "Expresso", que sai a perder na comparação.
Há dias, calhou ler uma edição do "Sol" onde o Arquitecto Saraiva dissertava sobre os brindes que acompanham os jornais. Concordei com a análise efectuada por ele quando referia os efeitos negativos nas vendas quando acaba uma série de brindes, se bem que me pareça um pouco exagerada a comparação que ele fazia com a toxicodependência.
Confesso que não sou grande leitor de jornais - é só mesmo o "Expresso", e não é pelos DVD's de borla. Confesso também que sou um grande comprador de brindes - guardo religiosamente as 20 ferramentas do "Bob, o Construtor" que acompanharam o jornal "24 horas" (sem nunca ter comprado sequer um exemplar desse "jornal"), bem como várias séries de livros publicadas com o "Público" - o Tintim, o Lucky Luke, livros de aventuras e agora o Spirou. Fiz a colecção dos 50 Prémios Nobel editados pelo "Diário de Notícias", mais uma vez sem comprar o jornal. Há tempos o "Automotor" (que nunca comprarei na vida, porque trata de um assunto que não me interessa minimamente) despertou-me a atenção porque anunciou a publicação de uns livros do Michel Vaillant, mas parece-me que foi falso alarme, nunca cheguei a encontrar nenhum nas bancas (alguém sabe se chegaram a publicar algum?).
O que me espantou foi o ódio mortífero que o Arquitecto Saraiva dedica às pessoas como eu. Apelidar as pessoas que compram jornais por causa dos brindes ou que nem sequer os compram e só pagam pelos brindes de "oportunistas, parasitas e sanguessugas" não será um exagero retórico? Ou é sinal de desespero total?
Que me lembre, foi a segunda vez que fui insultado nos media. A primeira foi no seguimento da tragédia de Heysel Park, na final entre Juventus e Liverpool há mais de 20 anos, em que alguém falava dos energúmenos que, perante tanta mortandade na televisão, esperavam impacientemente que a porcaria do jogo começasse.

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Quarta-feira, Maio 02, 2007

Regresso

Parece que "não há mal que sempre dure"!
Se o Rantas apresenta razões bastante ponderosas para a sua ausência do RdM (ver posta abaixo), tais como estar agarradinho ao Civilization IV (já o tenho instalado no computador há algum tempo, mas ainda não experimentei, a ver se o faço em breve), eu não me fico atrás.
Os últimos dias têm sido uma lufa-lufa de trabalho, tanto profissional, como doméstico.
A fase de transição na alimentação da minha filha, os primeiros dias de infantário (infectário?), os primeiros dentes a ameaçarem romper as gengivas, a decoração do quarto (pintura, escolha da cama de grades, etc.), o fim da licença de maternidade...
No trabalho, acumulei nos últimos tempos as minhas funções habituais, que já dão pano para mangas, com as de uma colega que está em... licença de maternidade. Trabalho a dobrar, portanto.
Nos períodos de lazer, mais cursos de mergulho (já lá vão quatro).
Há tempo para blogar? - Pouco, muito pouco. As coisas não se vão alterar muito nos próximos dias, pelo que espero que o Rantas roube uns minutos ao Sid Meier para vir aqui deixar umas "boutades". Eu, em podendo, também o farei. Estamos vivos. Fascismo nunca mais.

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Terça-feira, Maio 01, 2007

Vem aí a retoma!

Há mais de duas semanas que este blogue não se mexe. Fico sempre um pouco sem jeito quando tenho de retomar a actividade da postagem depois de um período em que me baldei completamente, e desta vez não é excepção.
Tinha (e tenho...) várias coisas para postar, piadas do puto, aventuras nas férias, livros que li, coisas que vi... tudo isso ficou para trás.

O culpado desde período em que, apesar dos feriados e de pontes, nada deixei aqui no blogue, chama-se Sid Meier. Não me perguntem como, não me perguntem porquê, mas a verdade é que retomei um vício antigo - o Sid Meier's Civilization, desta vez na versão 4. O jogo está ainda melhor, existem novos factores a ter em conta, a forma como a religião é tratada está excelente, a saúde da população passa a ter de ser levada em consideração, a economia está bem mais complexa, a política (as "civics") regulam de facto todo o jogo. Não é um exagero, é mesmo um vício, horas seguidas a jogar, a evoluir, a descobrir novas tecnologias, construir novos edifícios, votar resoluções das Nações Unidas, a declarar guerras, a reclamar despojos na paz, a produzir cultura (pela primeira vez há hits, singles e movies a vender/trocar com as outras civilizações).

Enfim, julgo que já terei passado pela fase crítica em que andei "agarrado", agora estou convencido que já terei disponibilidade mental para ir alimentando o blogue. Se repetir uma ausência tão prolongada, já sabem - há-de ser porque o cabrão do Luís XIV me atacou à traição, ou estarei a namoriscar a Catarina da Rússia (está giríssima!), ou apenas porque andarei a planear a estratégia para assegurar uma fonte de petróleo para os meus Panzers (gosto de jogar com os Alemães e com o Otto von Bismarck).

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Sábado, Abril 14, 2007

Imagem chocante

Quinta-feira, Abril 12, 2007

É o choque tecnológico, estúpido!

Na entrevista de ontem, Sócrates rosnou à "blogosfera"...

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Presunção de inocência

Saber se Sócrates fez alguma coisa para beneficiar da obtenção de uma licenciatura "simplificada" não é uma questão menor. É uma questão de saber do carácter de quem nos governa.
Algumas das suspeitas levantadas nas últimas semanas foram suficientemente pertinentes para merecer explicações de Sócrates.
Na entrevista, o primeiro ministro fez por justificar a presunção de inocência. Sócrates escolheu, para terminar a licenciatura, uma universidade de merda. Esse é o seu "pecado capital", que muitos procuram explorar e não perdoar.
Muitos dos que põem agora em causa o percurso académico do primeiro ministro obtiveram uma licenciatura que beneficiou de passagens administrativas. Vamos questionar todas essas licenciaturas agora, reabrir e investigar todos os dossiers, ou percebemos que foi um "ar do tempo" em que não há necessariamente culpados?
José Alberto Carvalho e Maria Flor Pedroso não aguentaram a pressão. Estiveram, ao longo da entrevista, desconfortáveis, tensos, crispados. Sobre a licenciatura de Sócrates, não exploraram alguns dos aspectos mais nebulosos.
A saber: uma das cadeiras não foi dada pelo regente, mas sim directamente pelo reitor. Porquê?
As outras quatro cadeiras foram todas dadas por um mesmo professor. É normal, faz sentido?
Alguns dos colegas de turma de Sócrates disseram que não se lembram de o ver nas aulas nem nos exames.
Estas questões ou não surgiram, ou esgotaram-se em explicações insuficientes.
Sócrates diz que se vê na incrível posição de ter de refutar acusações que ninguém é capaz de provar. Mas vamos lá a ver: são conhecidos e, infelizmente, recorrentes, os casos de alegados médicos ou advogados, por exemplo, que exercem a profissão até ao dia em que alguém põe em causa as suas habilitações académicas. Cabe-lhes fazer prova de que possuem o "canudo", não é? Porque há-de o primeiro ministro ser diferente?
AInda assim, penso que Sócrates fez ontem por merecer a presunção de inocência. Obteve a licenciatura numa universidade duvidosa, o que certamente lhe terá dado jeito, e é por isso detentor de certificados e diplomas cuja autenticidade ainda ninguém pôs em causa. Ou questionamos todas as licenciaturas até hoje concedidadas pela Universidade Independente e quejandas, ou esta questão se arrasta penosamente, com efeitos nefastos para o País.
Após a entrevista de ontem, quem tiver provas de que Sócrates obteve favores, avance. Quem não tiver, cale-se. A suspeição deve ceder à presunção de inocência. Sócrates sai, necessariamente, fragilizado, mas espero que recupere, porque isto é menos mau com ele do que sem ele. As alternativas são sinistras.
A declaração de Marques Mendes foi patética. Diria o que disse, independentemente das explicações de Sócrates. São assim, os abutres.
PS: É extraordinário este país, em que um doutor ou engenheiro usado como nome próprio vale mais respeito do que qualquer demonstração de competência. Rais'ta parta esta bimbalhice.

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Quarta-feira, Abril 11, 2007

A grande cabala jornalística

Ontem, assisti na SIC Notícias a um debate que, com certeza, faz parte de uma grande cabala que tem por fim último apresentar o primeiro-ministro José Sócrates como... grande vítima de uma estratégia maquiavélica.
Porquê?, perguntam vocês. Ora, é muito óbvio. O debate foi promovido, dias a fio, com o nome "O silêncio de Sócrates".
O que é que vos vem à cabeça, assim de repente, perante a frase "O silêncio de Sócrates"?
Vá lá, não custa nada. Exactamente. Isso mesmo! "O silêncio dos inocentes".
E aí está como, por livre associação de ideias, "Sócrates" substitui "inocentes", ficando esse nexo latente no nosso subconsciente: Sócrates, inocentes, Sócrates, inocentes...
Engenhoso, não é? Ai, engenhoso não, que ainda é confundido com engenheiro.
Teorias da conspiração, cada um forma as que quer.

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Terça-feira, Abril 10, 2007

Jornalismo irresponsável

Na capa do caderno de economia da última edição do Expresso, uma das manchetes era: "Facturas no último dia do ano salvam resultados da TAP ". Depois, em desenvolvimento, lê-se que a TAP facturou à Grounforce 8 milhões de euros no último dia de 2006, o que terá permitido à transportadora aérea apresentar lucros de 7,3 milhões de euros no exercício de 2006.
Lê-se ainda que a Groundforce contesta essas facturas e que se recusa a pagar, o que teria como consequência a revisão dos resultados da TAP em baixa, passando a apresentar prejuízos de 0,7 milhões de euros em 2006.
"Vigaristas, estes gestores brasileiros da TAP", pensei eu quando li o Expresso. "Aparecem como sendo a última maravilha da gestão, mas afinal são é uns habilidosos malabaristas...", terei acrescentado para com os meus botões.
Afinal, a notícia do Expresso, ou pelo menos o título garrafal escolhido, parece desprovido de qualquer fundamento. Quem não deve ter achado nenhuma graça foram os gestores da TAP, os trabalhadores da empresa, o accionista (Estado), fornecedores, etc...
Os jornalistas que assinam a peça do Expresso, a direcção do jornal e os editores responsáveis deviam ter vergonha. E pedir desculpa. Assim se perde a credibilidade.

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Segunda-feira, Abril 09, 2007

As minhas férias

Hoje regressei ao trabalho, depois de uma semana e meia no laró.
Estive uma semana na Ilha do Sal, em Cabo Verde, com o puto e com uma sobrinha. Sol, praia, areia, piscina, o costume.
Quando voltei a Lisboa, empandeirei o crianço para casa dos avós, estendendo assim as minhas férias a um nível de qualidade quase estratosférico - 3 dias sem o pequeno gnomo! Acordar tarde, poder almoçar e jantar em restaurantes mesmo que não tivessem bife com batatas fritas, ver filmes, ler livros, navegar na internet.
Agora só não tenho a certeza de que parte das férias me soube melhor...

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Concurso RdM - Piores Capas de Disco (16)

Ainda os Regurgitate (há grupos que são uma mina, quando se trata de pesquisar as piores capas de disco).
Veja-se o desvelo com que esta senhora pega naquilo, simbolizando o amor maternal no matter what, que resiste a todas as cagadas que os seus filhos façam. Mesmo que eles não passem de um intestino grosso imenso, amor de mãe resiste a tudo, é incondicional.
É bonito assistir a estas metáforas visuais, que encerram um significado perene e eterno. As florzinhas na parede completam o quadro idílico.
O amor e o carinho que a malta dos Regurgitate investem nas capas dos seus discos enternece qualquer um. Continua a não ser suficiente, no entanto, para me atrever a ouvir alguma das músicas encerradas naquele intestino grosso. Apesar do seu aspecto lavadinho, dá ideia que a música será muito pouco higiénica.

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Batalha de La Lys, 1918

Faz hoje 89 anos sobre o maior desastre militar português desde Alcácer-Quibir (1578).

Após a Revolução de 1917, a nova Rússia soviética assinou o Tratado de Brest-Litovsk com Alemanha, Áustria-Hungria, Bulgária e Turquia (3 de Março de 1918).

Esse tratado permitiu que o exército alemão conseguisse transferir várias divisões para a Frente Ocidental. Depois da entrada dos Estados Unidos na Guerra, a Alemanha lutava contra o tempo. Ou conseguia um armísticio através de uma vitória militar indiscutível e rápida (conquistando Paris), ou faria face a uma derrota humilhante.

Do nosso lado, o CEP - Corpo Expedicionário Português - deparava-se com dificuldades extremas.

Depois da Revolução de Dezembro de 1917 (Sidónio Pais), agravaram-se mais ainda as condições em que os soldados viviam - sem rendição, sem uniformes, praticamente sem comida.
Major Sidónio Pais

O sector guarnecido pelos Portugueses era talvez o pior da zona, em termos de salubridade. Humidade, lama e ratazanas conviviam com soldados famintos, que se sentiam abandonados pelos seus oficiais e pelo seu País.


Dos 20.000 soldados que compunham o CEP, cerca de 15.000 encontravam-se nas linhas da Frente, comandados pelo General Gomes da Costa. No dia 8 de Abril de 1918, as tropas finalmente ouviram a notícia pela qual tanto ansiavam - no dia seguinte iriam ser transferidas para as linhas da rectaguarda.


Generais Tamagnini, Hacking e Gomes da Costa


Na madrugada do dia 9 de Abril, uma ofensiva decidida por Erich von Lüdendorff levou 50.000 alemães sobre as trincheiras portuguesas, com efeitos desastrosos - 7.500 baixas do lado português!

Erich von Lüdendorff



O romance "A Filha do Capitão", de José Rodrigues dos Santos, permite entender em que condições as tropas portuguesas (sobre)viviam nas trincheiras. É um livro importante para quem tem interesse por esta época, pela I Guerra Mundial e pela participação portuguesa.

Rodrigues dos Santos fez (como faz sempre, aliás!) um apuradíssimo trabalho de investigação para nos dar um retrato fiel dos primeiros anos do século XX, das sociedades portuguesa e francesa e do horror da guerra.

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Domingo, Abril 08, 2007

Domingo de Páscoa e a paixão de Cristo

Milo Manara

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Produtividade e capacitação profissional

A baixa produtividade e a deficiente (e insuficiente...) formação profissional são dois dos factores que mais afectam negativamente a economia portuguesa.

Nas minhas idas recentes à Loja do Cidadão tenho-me apercebido amargamente dessa realidade. As coisas passam-se assim - alguns serviços (Governo Civil, Arquivo de Identificação, etc.) estão constantemente cheios de utentes, que perdem horas à espera de serem atendidos. Outros serviços (EPAL, etc.) são guarnecidos por funcionários que tentam preencher o tédio dos seus dias vazios olhando para as filas, trocando piadas e lendo o jornal.

Existem aqui dois tipos de improdutividade - o dos utentes e o dos funcionários de alguns serviços.

Considerando que o trabalho em cada um dos postos de atendimento não é muito complexo, será tão difícil assim reforçar os serviços mais acedidos com os funcionários dos serviços menos utilizados? Enfim, concedo que cada área terá as suas especificidades, os seus segredos, as suas complicaçõezinhas. Mas os casos difíceis não excederão 10% do total, julgo eu, que poderão ser encaminhados pelos "especialistas". Providenciar formação transversal aos funcionários da Loja do Cidadão resolveria o problema dos dois tipos de improdutividade, melhoraria a qualificação profissional dos funcionários e racionalizaria os serviços. Simples, não? Não sairia ninguém a perder, todos os envolvidos ganhariam. O que levaria, naturalmente, os sindicatos a oporem-se a esta iniciativa... por isso é tão difícil mudar, por vezes.

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Quinta-feira, Abril 05, 2007

Uma Monica Bellucci por dia...


O Nelson notou bem, num comentário à anterior entrada "Uma Monica...", que estávamos a repetir uma fotografia já publicada. O freguês tem sempre razão e o Nelson quase sempre. Neste caso, tem razão. O Nélson tem razão. Neste caso. Para corrigir a asneira e repor os elevados padrões de qualidade e exigência deste blogue, substituí a anterior foto por uma outra e deixo-vos mais esta da sempre vossa Monica.

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Coelhinha de Páscoa

Com votos de muitas amêndoas.

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Boa Páscoa!


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Quarta-feira, Abril 04, 2007

Engenharias

Para avaliar o desempenho de Sócrates como primeiro ministro, pouco me interessa se ele é, ou não, licenciado.
Neste país reverencial de doutores & engenheiros, um título académico era, até há bem pouco tempo, sinónimo de status social e sapiência. Errado.
Nos bancos da faculdade, convivi com muitos calhaus com olhos, cujo mérito fundamental consistia em decorar e debitar nos exames, ipsis verbis, sebentas e manuais.
A frequência de um curso superior tem, obviamente, virtudes. A maior das quais é a criação de hábitos de disciplina, trabalho e estudo. Mas uma licenciatura não faz pessoas mais inteligentes. Com isto, quero dizer que Sócrates não é mais ou menos inteligente, mais ou menos competente, por ser (ou não) licenciado.
A nebulosa em que se deixou envolver em relação à obtenção do seu grau académico, no entanto, ensombra a avaliação que podemos fazer do seu carácter e rectidão.
Convenhamos que se afigura algo estranho que Sócrates tenha obtido o grau de licenciado após ter feito três cadeiras de engenharia civil em que foi aprovado por um mesmo professor e mais uma (inglês técnico?) em que a aprovação foi dada por alguém que não era nem regente, nem sequer professor dessa cadeira. Também é estranho que o procedimento administrativo que conferiu a Sócrates a licenciatura tenha sido efectuado a um Domingo. A tudo isto, acresce ainda o facto de a Independente ser uma universidade muito, muito manhosa.
Sócrates beneficiará da presunção de inocência, mas não pode assobiar para o ar como se isto fosse uma questão menor.
Ser ou não licenciado não faz dele um melhor ou pior primeiro ministro. Mas se a licenciatura foi obtida por via anómala, isso faz dele uma pessoa menos honesta. E isso é mau.
A técnica de "chutar para canto" tem resultado em muitas questões, contribuindo para eternizar o "estado de graça" do primeiro ministro. Mas, nesta questão, não dá. Os holofotes incidem exclusivamente sobre Sócrates. Não há como fugir ou empurrar o esclarecimento da questão para um qualquer ministro ou para a manhosa "instituição de ensino" (!?!). Venham daí os esclarecimentos cabais.

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Domingo, Abril 01, 2007

Uma Monica Bellucci por dia...



Mãe querida, mãe querida!

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Quarta-feira, Março 28, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (15)

Atente-se na magnífica composição gráfica que os Regurgitate criaram para esta fabulosa capa de disco. Mais importante do que a música que contém, esta capa é, por si só, argumento suficiente para se comprar o disco. Nem que seja para pendurá-la na sala, como peça de arte originalíssima que é.
Repare-se na qualidade do esgar de nojo do careca, na perfeita ligação das línguas, no rendilhado lindo das veias, no fino pormenor da fenda de mealheiro na testa, na classe da técnica de manuseio. Isto é arte e da boa!

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Férias


Estou de férias. Hoje vou para Cabo Verde e volto daqui a uma semana. Tenham uma boa semana de trabalho. Eu sei que vou ter...
Além do pequeno gnomo, levo também uma pequena duende com 6 anos. Espero que corra tudo bem!

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Terça-feira, Março 27, 2007

Revivalismo Salazarento

Revivalismo salazarento

Segunda-feira, Março 26, 2007

O Maior Português?

Não cheguei a ver nenhuma sessão do concurso "Os Grandes Portugues", da RTP. Mesmo assim, estou convencido que o programa teve mais qualidades do que defeitos.
Os defeitos
A publicidade que vi na rua era apalermada - "bom rei ou mau filho", e coisas assim do género - e serviu como uma antevisão de um programa de televisão rasca e básico, servido e deglutido como fast food por um público pouco dado a subtilezas, apenas preocupado em distinguir os bons dos maus. Essa distinção realizou-se à luz dos critérios ditados por um povo cujo alimento cultural principal consiste em novelas parvas com enredos simples.
O principal defeito do programa era o seu objectivo proclamado - nomear o Melhor Português de Todos os Tempos. Isto é uma parvoíce pegada, claro está. Camões foi melhor do que Carlos Lopes? A escrever sim. A correr, nem por isso.
Diversas considerações sobre o objectivo do programa - nomeadamente os seus possíveis aproveitamentos políticos - fizeram com que o programa fosse levado demasiado a sério para aquilo que era - um mero programa de entretenimento, porra!
As qualidades
O programa conseguiu colocar os portugueses a discutir a sua História, as suas figuras e os seus símbolos. OK, fê-lo de forma simplista, mas fê-lo. Isso, meus senhores, é verdadeiramente um Serviço Público!
Os resultados
Os resultados do programa constituem, acima de tudo, uma enorme surpresa. Descontando as votações organizadas que terão sido provenientes de forças políticas habitualmente extremosas com a nossa História, elas não serão justificação para tudo. A votação em Salazar foi esmagadora - 44% dos votos foram para o velho ditador! Não acredito que tudo isso tenha vindo das organizações de extrema direita. Este resultado traduz um grande mal-estar da população portuguesa, derivado da péssima imagem que os políticos possuem. E claro, de uma enorme falta de cultura democrática. O segundo classificado, Álvaro Cunhal, serve de contraponto à votação em Salazar, e representa a mesmíssima coisa - votos dirigidos por uma organização política, complementados por um saudosismo bacoco e infantil.
O terceiro, Aristides de Sousa Mendes, foi sem dúvida um Grande Português. Aparecer em 3º lugar é sintomático. Apenas significa que quem votou nele queria acertar no "bonzinho", como se estivesse num episódio da Floribela.
Conclusões
O programa foi excelente ao propor discutir a nossa História e ao estender essa discussão a pessoas tipicamente pouco inclinadas a isso. Para garantir audiências, baixou um pouco o nível de qualidade, mas esse facto não lhe retira o mérito. Por outro lado, os seus resultados são um sinal de alerta muito sério em que os nossos políticos deveriam meditar. Quantas vezes se tem ouvido por aí que "no tempo dele, não houve sequer um caso de corrupção no governo"? E por acaso não será verdade?

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Danado do puto!


Hora de dormir. O puto está na cama, um bocadinho irrequieto depois da história que lhe li (um clássico: "O Combate dos Chefes", do Asterix). Digo-lhe para se acalmar e acabar com os pinotes na cama. Ele responde-me:
"- Está bem. Tu é que sabes. Vocês é que são meus pais!"
O que é que um gajo responde a isto?!

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Quem manda?


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E agora, a conta de telefone?

António Oliveira Salazar foi eleito pelos telespectadores de um concurso de televisão como "O grande português".
Será que o PNR vai conseguir pagar a factura telefónica?
No caso do PCP, é mais fácil. Para pagar as chamadas de valor acrescentado do segundo lugar alcançado por Álvaro Cunhal, há sempre o "dízimo" dos deputados e as receitas da festa do Avante.

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Domingo, Março 25, 2007

Às segundas há castigos corporais no RdM

Imagem chocante