sábado, maio 05, 2007

Presunções

Há que dizê-lo, com toda a frontalidade...
Num plano meramente pessoal, Carmona Rodrigues, no caso Bragaparques em que se constituiu arguido, goza da minha presunção (legal) de inocência.
Isso não é pouco a dizer em abono do homem, se acrescentar que Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, independentemente das decisões dos tribunais, serão sempre alvo da minha presunção (letal) de culpa. É tudo uma questão, quase epidérmica, de avaliação (mediatizada) de carácter.

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sexta-feira, maio 04, 2007

Vamos a isto, Carmona

Carmona nem tem cara de má pessoa, mas isso não faz dele um bom presidente de Câmara. No seu mandato, Lisboa não anda nem desanda. Uns radares que não servem para nada aqui, um túnel ali e, assim de repente, não me lembro de mais nada, além de poucas vergonhas (EPUL, Gebalis, Parque Mayer e por aí fora).
A Câmara Municipal de Lisboa, além de falida, está ingovernável. O executivo camarário trocou os Paços do Concelho pelo DIAP e tribunais. Não há condições para continuar. Bem pode Carmona Rodrigues arregaçar as mangas e agarrar-se ao posto como uma lapa. Não dá. Lisboa merece melhor do que isto. Caiam o executivo e a assembleia municipal. Venham eleições intercalares, venha gente nova.
Na sua obstinação, Carmona não está a "afrontar o PSD", como se lê hoje na maioria dos jornais. Está a afrontar os lisboetas e a cidade, quem nela vive e/ou trabalha. Vamos a isto, lisboetas.

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quinta-feira, maio 03, 2007

Lisboa, Lisboa

A reboque da opinião pública e publicada, com seis meses de atraso, Marques Mendes lá se conformou com o óbvio: envolvido em escândalos e processos-crime, o actual executivo da Câmara Municipal de Lisboa não consegue governar a capital do País.
Mais vale tarde do que nunca e, por isso, o retirar de confiança política, por parte do líder do PSD, ao executivo social democrata da CML não pode deixar de ser saudado como a atitude correcta a tomar,
Vamos agora para eleições intercalares que, na minha opinião, devem alargar-se à Assembleia Municipal (a sua actual composição torna a autarquia pouco governável e nenhum bom candidato à presidência da CML avançará se se mantiver esta AM.

Alguns analistas antecipam um provável duelo entre Paula Teixeira da Cruz e João Soares. Uma espécie de Opus Dei contra Maçonaria, reedição de um combate tantas vezes repetido.

Seja qual for o resultado, estou absolutamente convencido de que, face à actual situação, Lisboa vai sempre sair a ganhar. Independentemente da seita que conquistar o poder.

PS: Aos ainda deputados municipais, só quero pedir que, antes de irem embora, autorizem a porra do plano de pormenor dos terrenos do Sporting. Deixa-te de tretas demagógicas e populistas, ó Sá Fernandes.

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