segunda-feira, julho 26, 2010

Imenso Ranys

País que definha, mas que ainda não-sei-quê.
É assim, com este bonito lema, que o El Ranys serve postas imensas lá no estábulo onde se foi albergar. Voltou com boas ideias, o moço. O Saramargo está bem esgalhado, o post sobre as conversas do pai (o meu tio) com o Manuel da Fonseca também.
Está já ali o link na coluna na direita, debaixo da "Matéria Cá de Casa", pois então, porque é um dos nossos.
Aliás, melhor dizendo, Ranys, não és dos nossos, és mesmo cá de casa. Depois de um pequeno hiato, foram-te devolvidos todos os privilégios inerentes à Administração aqui do RdM, com todas as alcavalas a que tens direito, como tínhamos combinado. Se voltaste aos blogs para ficar, depois de uns 3 a 4 anos de ausência, então bolas, posta aqui, não vale a pena fazeres um novo blog. Ok?

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quarta-feira, julho 14, 2010

The last

http://imensoportugal.blogspot.com/
Imenso Portugal, o meu novo blogue.
Rantas, fica lá com esta chafarica. Já agora, e como eu não posso (ladrão), mete aí o link para o Imenso Portugal em destaque.
Não te preocupes, mesmo quando o Imenso Portugal for um blogue com milhares de leitores, não me vou esquecer que comecei aqui no Revisão da Matéria e que, num dia aziago, fiz a asneira de te lançar no mundo dos blogues, aqui mesmo.

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quinta-feira, julho 08, 2010

Da inconstitucionalidade do pragmatismo

Diz que é preciso aumentar os impostos. Parece que esse imperativo é praticamente unânime, depois da crise global, da crise grega, do ataque ao euro, da falta de crédito e da queda dos ratings. Quase ninguém discorda do facto de o aumento dos impostos ser imprescindível para Portugal. As diferenças de opinião residem em questões de pormenor - IRS versus IRC, o que fazer com o IMV, aumentar o IVA, sim, mas não necessariamente o escalão mais baixo.
Ou seja, toda a gente concorda que se tem de aumentar o IRS. Ora o IRS tem uma particularidade, é que é um imposto apurado anualmente... isto significa que os aumentos a partir do dia 1 de Junho corresponderão, em termos reais, a sete duodécimos das percentagens anunciadas. Para as pessoas cujos rendimentos são lineares ao longo do ano, o "drama" não será grande. Enfim, com este período temporal, o Estado deverá abranger não 7/12 dos rendimentos mas sim 9/14 (por causa dos subsídios de férias e de Natal). Para alguém com um rendimento mensal bruto de 2.000 euros, a diferença consiste em 25 euros para todo o ano (de 245€ para 270€). E isto, note-se, apenas em termos de retenção na fonte, uma vez que no final do ano as contas serão realizadas com os tais 7/12. Ou seja, a diferença será reposta.
Levantam-se vozes contra isto porque, uma vez que o IRS é um imposto anual, a aplicação prática do aumento acaba por se configurar como retroactivo. E isso, claro, é inconstitucional! Mesmo em se tratando de peanuts e mesmo que a alternativa obrigasse a reformular todo o processo de recolha e cálculo de IRS, o que, convenhamos, não saíria barato...

Faz-me impressão as pessoas que, ao arrepio do bom-senso e do sentido prático da vida, põem em primeiro lugar a letra da lei - não necessariamente o seu espírito - e vão à Constituição procurar argumentos para impedir aquilo que, segundo todos os analistas, é o melhor para Portugal. E que representa 25 euros/ano para quem recebe 28.000, sendo até reembolsáveis mais tarde... e infelizmente nunca vi ainda ninguém a explicar qual seria a solução alternativa... detesto legalistas!

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terça-feira, julho 06, 2010

Portagens nas SCUTs

Ninguém sai especialmente bem desta história das SCUTs.
Primeiro, os Governos que se lembraram desta solução inovadora, começando por Guterres. Estava claro que, mais cedo ou mais tarde, se teria que pagar a conta. A crise cá veio para demonstrar isso mesmo. De qualquer modo, o modelo ainda se aguentou bastante tempo.
Segundo, o actual Governo, não tanto por desdizer o que tinha sido dito antes mas, sobretudo, pela confusão que conseguiu armar com a história dos chips.
Terceiro, a actual Oposição - não a habitual, do PC e do BE, mas a dos supostos liberais, onde pontificam diversos portuenses nortenhos de gema. Decidam-se, senhores! Não vale criticar o despesismo e a falta de sentido prático dos socialistas de Guterres por terem lançado as SCUTs há uns anos atrás e agora criticarem os socialistas de Sócrates por introduzirem as malfadadas portagens. Não podem querer sol na eira e chuva no nabal...
Um exemplo bem ilustrativo desta desonestidade intelectual travestida da secular luta regionalista Norte-Sul está bem claro nos últimos posts de VLX do Mar Salgado, de 25 e 29 de Junho... aprecie-se o contorcionismo da argumentação:
«Na época da euforia despesista de Guterres (...) as scuts. Claro que não passava de um grande disparate (...) Para sacar massa aos contribuintes sem grandes revoltas na capital, os socialistas de Lisboa inventaram um método de cobrar portagens mas só nas estradas dos indígenas provincianos longínquos». Ao ler este naco de prosa, até me veio uma lágrima ao canto do olho... de facto, na baixa política, vale mesmo tudo menos arrancar olhos...
Isto para não falar sequer da lembrança enternecedora dos postos de trabalho dos portageiros que ficam em risco, isso para além dos empregos que se perderão e se perdem com a introdução do chip e, vejam lá, da possibilidade de se pagar a gasolina com a Via Verde. Enternecedora, note-se, porque esta preocupação provém, nem mais nem menos, de VLX...
Leiam também a caixa de comentários que vale a pena!

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sábado, junho 26, 2010

Laranjeiras, bairro tradicional

Moro num bairro tradicional de Lisboa. Para quem conheça as Laranjeiras, dificilmente classificaria esse bairro como "tradicional", parece um contra-senso, mas há quem, não sei se na Câmara Municipal de Lisboa se na Junta de Freguesia, pense dessa forma.
Só isso justifica que todos os fins-de-semana do mês de Junho o clube à frente de minha casa tenha permissão para fazer um chavascal de música pimba, com o volume de som desregulado e a terminar a desoras, para que meia dúzia de gatos pingados se arrastem num bailarico penoso e centenas de pessoas nos prédios à volta tenham de gramar com isto até à uma da manhã, a ouvir grandes clássicos, desde o incontornável Quim Barreiros ao Calimero que fez não-sei-o-quê à Abelha Maia.
É uma falta de bom-senso e de respeito pelos moradores, não há como negar. Ainda mais no meu caso, que fico impedido de me deitar no meu quarto porque está lá a garota, que tem o sono leve, e o quarto dela dá directamente para o concurso de brejeirices desbragadas cantadas a muitos watts.

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sexta-feira, junho 25, 2010

Takeover hostil

Perguntava-me o El Ranys na caixa de comentários de uns posts abaixo, escudado na sua complacência e magnanimidade:
- Quem é o boss desta tasca?

E tudo só para me exigir uma fatia de leão dos chorudos lucros que hão-de aparecer, agora que coloquei publicidade no RdM, veja-se lá a desfaçatez!

Mal sabia ele que no momento em que escrevia as suas miseráveis reivindicações, já eu tinha procedido a um takeover hostil e já o tinha chutado para fora da administração do blog. Muahahahahah!
Ranys, agora não passas de um reles subordinado, um redactor de blogs por conta de outrém (ie, eu), e é melhor que comeces a pensar em escrever posts que tragam público ao tasco e clique na publicidade que EU COLOQUEI porque senão mais cabeças vão rolar!!
Redus Maximus, isto também se aplica a ti!
Reivindico desde já a paternidade e revejo-me quase como um mentor para as 40-50 almas transviadas que passam diariamente no blog, à busca sabe-se lá de que prazeres perversos. São meus, são meus e ninguém os rouba!!
PS - Este último parágrafo não passa de uma colagem aos ensinamentos do grande Manuel Alegre...

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quarta-feira, junho 23, 2010

Toca a animar isto!


Pois é, uns 3 anos quase sem postar. A posta do El Ranys acabou por despertar uma vontade de voltar a escrever umas coisas por aqui. Além disso, agora o blogger está diferente, mais evoluído, e até dá para botar umas coisas que diz que dá dinheiro. A ver vamos...

Bom, comecemos então por um balanço resumido do que se passou entretanto.
Em 6.9.6, iniciei um processo de adopção na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Hoje, por acaso, recebi uma carta de lá a dar nota da minha desistência. Eis um ciclo que se fecha...

Porque desisti? O principal motivo, se não o único, é que acabei por não recorrer ao outsourcing, acabou por ser tudo in-source. É uma menina, tem 19 meses e ainda não diz grande coisa - o vocabulário reduz-se praticamente a "OLÁ", utilizado de forma indistinta tanto para dizer mesmo olá como para designar um telemóvel, por motivos óbvios, e a "BÁ", para tudo o resto, seja papá, mamã, avó, avô, o irmão, uma bolacha ou um sapato.

Ela também é um motivo forte para voltar a escrever no blog. Com o post do Ranys, voltei a ler o RdM, posts antigos, histórias já esquecidas do pequeno gnomo. E lembrei-me que um dos factores que me levou a escrever aqui foi preservar, "para a posteridade", algumas das histórias engraçadas que o puto há-de gostar de ler mais tarde. E isso faz sentido para ela também, portanto... estou de volta!

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segunda-feira, junho 14, 2010

Rigor mortis

É engraçado: este blogue está morto, vai para 3 anos, sem nunca ter sido enterrado. É como se o mantivéssemos assim numa espécie de gaveta frigorífica do Instituto de Medicina Legal, à espera que alguém venha reconhecer o cadáver.
Não obstante, continuo a receber os resumos de tráfego enviados pelo site meter. E não é que a média diária de visitas se mantém na casa das 40/50?
Ao que vêm?

Aproveito para fazer um teste: será que o Rantas vai dar por esta nova posta?

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