sexta-feira, agosto 20, 2010

Um dilema ético

Há uns anos atrás joguei "Uma Questão de Escrúpulos". Trata-se de um jogo "de sociedade", onde somos confrontados com situações teóricas, sendo de seguida convidados a dizer o que faríamos se alguma vez fôssemos apanhados nessa situação. Do que me recordo, as questões colocadas não variavam muito de infidelidades, evasão fiscal e abordagens à educação dos filhos que na altura eu ainda não tinha.
Esta semana lembrei-me desse jogo porque deparei-me com uma situação típica que poderia estar num dos cartões. Estava num supermercado com o meu filho, de 7 anos, num corredor atravancado de caixotes e quase deserto. Além de nós os dois, estavam duas adolescentes, ocupadas a enfiar na carteira um dos produtos expostos. Deparei-me com um dilema ético, uma verdadeira questão de escrúpulos - deveria dizer às moças para reporem o artigo que se preparavam para roubar? Deveria denunciá-las na caixa do supermercado? Ou deveria agir como se não tivesse reparado em nada?
Que lição queria que o puto aprendesse deste episódio? Que não se deve roubar? Que o pai é um "bufo"? Felizmente ele não deu por nada e optei pela última hipótese. Para a próxima, poderei denunciar aos tipos do supermercado, se entretanto encontrarem forma de melhorarem o serviço de reposição de iogurtes e reduzirem o tempo de espera nas filas, os sacanas dos algarvios...

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quarta-feira, junho 23, 2010

Toca a animar isto!


Pois é, uns 3 anos quase sem postar. A posta do El Ranys acabou por despertar uma vontade de voltar a escrever umas coisas por aqui. Além disso, agora o blogger está diferente, mais evoluído, e até dá para botar umas coisas que diz que dá dinheiro. A ver vamos...

Bom, comecemos então por um balanço resumido do que se passou entretanto.
Em 6.9.6, iniciei um processo de adopção na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Hoje, por acaso, recebi uma carta de lá a dar nota da minha desistência. Eis um ciclo que se fecha...

Porque desisti? O principal motivo, se não o único, é que acabei por não recorrer ao outsourcing, acabou por ser tudo in-source. É uma menina, tem 19 meses e ainda não diz grande coisa - o vocabulário reduz-se praticamente a "OLÁ", utilizado de forma indistinta tanto para dizer mesmo olá como para designar um telemóvel, por motivos óbvios, e a "BÁ", para tudo o resto, seja papá, mamã, avó, avô, o irmão, uma bolacha ou um sapato.

Ela também é um motivo forte para voltar a escrever no blog. Com o post do Ranys, voltei a ler o RdM, posts antigos, histórias já esquecidas do pequeno gnomo. E lembrei-me que um dos factores que me levou a escrever aqui foi preservar, "para a posteridade", algumas das histórias engraçadas que o puto há-de gostar de ler mais tarde. E isso faz sentido para ela também, portanto... estou de volta!

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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Maus hábitos



O puto já tem 6 anos.
Ou seja, está na idade de descobrir coisas novas, aprender a ler e ganhar hábitos repreensíveis.
Mexe na pila por tudo e por nada. Quando está distraído e quando está atento. Afaga-a, acarinha-a, sempre com um desvelo enternecedor. E irritante. Bem sei que já passei pela idade dele, mas enfim, este quase-vício não é bonito de se ver. E tento que ele abandone esse mau costume, por vezes ralhando, por vezes tentando entender o que o leva a dedicar-se com tanto afinco a tão malfadado hobby. No outro dia deu-me uma resposta surpreendente, que me desarmou completamente e me provocou uma grande gargalhada:
Eu - Porque é que andas sempre a mexer na pilinha?
Ele - Sabes, papá, o seguro morreu de velho!

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sábado, fevereiro 21, 2009

Pequena confusão perfeitamente compreensível

Há uns tempos, o pequeno gnomo comentava comigo, com orgulho indisfarçável:

- Sabes, papá, já sei muitas marcas de carros! E já sei dizer bem "Audi"! Dantes dizia "Heidi"... ou "Noddy", já não sei bem...


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sexta-feira, agosto 24, 2007

Só temos um problema

De vez em quando, depois de jantar, tenho ido a um larguinho aqui ao pé de casa jogar à bola com o pequeno gnomo. A sua técnica de remate não é apurada, mas consegue já imprimir alguma potência nas biqueiradas.


Estávamos nós a jogar à bola quando apareceu um puto, com cerca de 6 anos, a perguntar se podia jogar connosco. O pequeno gnomo entusiasmou-se com a ideia (julgo que não serei a melhor companhia para dar chutos a uma bola...), mas de repente parou e, muito sério, disse ao miudo - "Podes jogar, mas temos um probema". "Um problema?", perguntou o outro; "sim, é que eu chuto a bola com muita força, eu sou muito forte", disse o pequeno gnomo, muito consciencioso do risco que o outro iria correr, ao sujeitar-se ao seu pé-canhão de 4 anos...

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sábado, junho 23, 2007

Hoje cumpri um sonho antigo

Ontem à noite, depois de ter deitado o puto, dediquei-me a outras actividades - um novo jogo de Civilization 4, até às 2:30, seguido de uma passagem pelo Travian e concluído por mais um capítulo do livro que ainda estou a ler - O Mistério de Colombo Revelado. Passavam poucos minutos das 4 da manhã quando apaguei a luz, esperando uma alvorada madrugadora com o pequeno gnomo a saltar-me em cima por volta das 8:00.
Grande engano. O puto acordou-me às 10:30! Não sei a que horas se levantou, só sei que foi para a sala, retomou o filme dos "Piratas das Caraíbas" no sítio onde o deixámos ontem e permitiu-me este pequeno luxo de uma manhã de sono.
Grande evolução! Devo dizer que foi assim que sempre imaginei que um filho meu se deveria comportar. Após muitas manhãs de alvoroço, eis que o meu sonho se começa a cumprir.

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segunda-feira, junho 11, 2007

Terapia da fala

Ele - Papá! Papá! Estou a brincar aos Piratas das Caraífas!
Eu - Muito bem! Olha, queres aprender a dizer isso como um menino crescido?
Ele - Sim! Como é, Papá?
Eu - Piratas das Caraíbas.
Ele - Piratas das Caraífas!
Eu - Quase isso. Caraíbas.
Ele - Caraífas!
Eu - Caraí - BAS!
Ele - Caraí - FAS! Boa, Papá?
Eu - Boa. Caraí - BOA. Consegues dizer assim?
Ele - São muitas letras, Papá. Só com muito treino é que vou conseguir dizer isso. Caraífas. Boa?

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domingo, junho 03, 2007

Pergunta complicada

Estávamos a ver um livro sobre o corpo humano e os seus sistemas (digestivo, respiratório, nervoso, etc.).
Disse-lhe que o ar que entra pela boca e pelo nariz vai parar aos pulmões, onde passa para o sangue que o entrega às várias partes do corpo, empurrado pelo coração - vai para a barriga, para os pés, os dedos, a pilinha, a cabeça, etc.
É aí que surge a pergunta - "Papá, e à alma, o sangue também vai para a alma? Onde é a alma?"

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terça-feira, maio 29, 2007

Eles entendem-se...

Puto 1 - Sabes? O Capitão Gancho tem um baco.
Puto 2 - Um baco?
Puto 1 - Sim, um baco!
Puto 2 - Ah! Um baco!

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sábado, maio 26, 2007

Levar os putos à escola

Puto (entusiasmado) - Já sei o quero fazer quando for grande!
Mãe (curiosa) - Muito bem! E o que é?
Puto (orgulhoso) - Vou fazer contas! Tu fazes contas no trabalho, mamã? Podes ajudar-me?
Mãe (sorridente) - Claro que ajudo!
Puto (conclusivo) - Depois vamos no carro, tu deixas-me a mim no meu trabalho, depois deixas o papá no trabalho dele e depois vais trabalhar.

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quinta-feira, maio 24, 2007

Diálogo

Mãe (resignada) - Hoje faço eu o jantar.
Puto (espantado) - Mas tu não sabes cozinhar, mamã!
Mãe (pedagógica) - Não é tanto assim. Eu só não gosto de cozinhar. Por vezes, temos de fazer coisas mesmo não gostando delas. Hoje o papá chega um pouco mais tarde e quem faz o jantar sou eu.
Puto (dedutivo) - Então quando não podes conduzir o carro, é o papá que conduz? Eu quero ver!
Mãe (resignada) - Não, o teu pai não sabe mesmo conduzir...

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segunda-feira, março 26, 2007

Danado do puto!


Hora de dormir. O puto está na cama, um bocadinho irrequieto depois da história que lhe li (um clássico: "O Combate dos Chefes", do Asterix). Digo-lhe para se acalmar e acabar com os pinotes na cama. Ele responde-me:
"- Está bem. Tu é que sabes. Vocês é que são meus pais!"
O que é que um gajo responde a isto?!

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quinta-feira, março 08, 2007

Pequenos gestos

O jornal "24 horas" iniciou uma campanha que consiste em vender uma ferramenta do Bob o Construtor, duas vezes por semana. Em simultâneo, todos os dias sai uma carteira com 2 cromos do Bob, o Construtor.
A campanha foi lançada com a afixação de anúncios em outdoors (à vista do Pequeno Gnomo, portanto), o que me retirou qualquer veleidade de ignorar o que se passava e de não aderir (entusiasticamente, claro!).
Comprar as ferramentas ainda é como o outro. Custam 1,5 euros cada uma, mas geralmente o pessoal dos quiosques e das tabacarias vendem-nas separadamente, o que se torna mais simples de gerir. Já os autocolantes tornam a coisa mais complicada, porque como são de borla, obrigam a comprar o jornal.
Como 0 "24 horas" não vale o papel em que é impresso, é perfeitamente estúpido comprar o jornal só para lhe extrair os dois autocolantes, já que lê-lo está fora de questão.
Hoje passei pelas Amoreiras e fui a um quiosque comprar a ferramenta (sai às segundas e quintas). Acabei por fazer o movimento de comprar também o jornal, mas fui à procura dos malditos cromos e não estavam lá. Perguntei por eles à moça do quiosque que me disse que estavam guardados à parte. Quando soube que eu queria era os cromos e não queria o jornal para nada, perguntou-me se por acaso eu quereria os cromos de outros dias que eu não tivesse. Dirigi-lhe o meu melhor olhar de Bambi, tipo "pai destrambelhado a precisar de ajuda", e respondi-lhe que lhe agradecia imenso se ela me fizesse esse favor.
Acabou por ir ao armazém procurar pelos cromos e deu-me 4 ou 5 carteirinhas. Teve trabalho, não ganhou nada com isso, não tive de pagar nada (só a ferramenta). Fiquei optimamente, não pelo dinheiro que poupei, mas por ter encontrado alguém que se prontificou a fazer-me um favor sem receber nada em troca. Foi um pequeno gesto que me engrandeceu o dia. Só espero que ela se tenha sentido tão bem quanto me fez sentir a mim.

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quarta-feira, março 07, 2007

Uma mentira desfeita

Aproxima-se o Dia do Pai. Isto é, aproxima-se o dia em que corro o risco de ser desmascarado como o reles mentiroso que sou. Como bom fingidor, partilho a mentira com a educadora do Pequeno Gnomo, de forma a consolidar a história. Quando o assunto surgir - e ele há-de surgir, sem dúvida! - tenho de contar com algumas cumplicidades.
Alguém que não pareça surpreendida ao ouvir o gaiato descrever a minha profissão de limpador dos riscos que os aviões deixam no céu, que não deixe os outros putos duvidarem das palavras dele e muito menos troçarem dele.

Mas o inesperado aconteceu e a minha pequena tanga foi desfeita. O pequeno Smeagol está mais crescido e mais difícil de enganar. Confidenciou à mãe que estava convencido que o Papá afinal não era realmente um limpador de riscos que os aviões deixam no céu. Não sei como, auto-convenceu-se que o Papá lhe tinha contado uma grande patranha e que o meu objectivo era esconder a minha verdadeira profissão - lavador das janelas dos aviões.
Está a resultar a minha estratégia, portanto, de estimular a sua fantasia e a sua criatividade. Enfim... não estará a resultar bem demais?

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domingo, março 04, 2007

Terror na Estrada


Manhã de trânsito em Lisboa. Aflição habitual por causa das horas, dos semáforos, da quantidade de carros que não andam. O puto vai chegar em cima da hora ou uns 5 minutos atrasado à escola. A somar a isso tudo, um barulho estranho no carro. Hic! É a minha mulher que está com soluços. Aproveito uma paragem no semáforo para lhe pregar um susto. Buuu! Temos de ser uns para os outros. Ela assusta-se, pelo imprevisto, mas os soluços não passam.

O Pequeno Gnomo viu a minha tentativa desajeitada de acabar com os soluços e quer juntar-se à festa. Faz caretas hediondas no banco de trás e exige que nós os dois nos assustemos. Nós entramos no jogo, abanando as mãos no ar por cada urro que o puto solta. Quem passou por nós, nessa manhã de trânsito em Lisboa, há-de ter julgado que talvez não sejamos muito judiciosos na educação que damos a dar ao puto.

De repente, o puto assusta-nos mesmo a sério. Com uma palavra apenas, gela-se-nos o sangue e instala-se o pânico no carro: "- Cocó!". Naqueles micro-segundos que se seguem a esta declaração, não se houve um zumbido sequer, naquele carro. A minha mulher recupera o sangue-frio: "- Aguenta-te. Estamos quase a chegar. Meu Deus, meu Deus! Aguenta-te, filho, aguenta-te!".

Ele aguentou-se. Dos soluços, não houve mais notícia.

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3 de Março

Hoje de manhã, desfile do 3 de Março.
Estava para ir lá com o puto, mas uma rabanada de vento frio e umas nuvens sombrias fizeram com que mudasse de ideias. Fica para o próximo ano...
Foto retirada daqui

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domingo, fevereiro 25, 2007

Grito de liberdade


Lá num país cheio de cor
Nasceu um dia uma abelha
Bem conhecida p'la amizade
Pela alegria e p'la bondade
Todos lhe chamam a pequena Abelha Maia
Fresca, bela, doce Abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade
Não há tristeza para a nossa Abelha Maia
Tão feliz e doce, Abelha Maia
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia),
Maia vem fala-nos de ti
Numa manhã ao passear
Vi uma abelha numa flor
E ao sentir que me olhou
Com os seus olhitos de cor
E esta abelha era a nossa amiga Maia
Fresca, bela, doce Abelha Maia
Maia voa sem parar
No seu mundo sem maldade
Não há tristeza para a nossa Abelha Maia
Tão feliz e doce, Abelha Maia
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia),
Maia vem fala-nos de ti
Maia, eu quero-te aqui
Maia (Maia), Maia (Maia),
Maia vem fala-nos de ti

Este fim-de-semana fui a Trás-Os-Montes. Cerca de 5 horas de carro para lá, mais umas 5 para cá. Tenho de ter uma conversa com o puto sobre quem escolhe a música que se ouve no carro...

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quarta-feira, fevereiro 21, 2007

O papel

Conto levar o Pequeno Gnomo a Cabo Verde, na Páscoa. Para poder levar esse plano avante, preciso de lhe tratar do passaporte. Hoje estive de férias e aproveitei para ir ao Governo Civil que existe na Loja do Cidadão. Ia preparado - lembrei-me de levar o boletim de nascimento do puto, fotografias tipo passe do puto e até levei o próprio puto comigo.

Passe no guichet do Governo Civil, no 2º piso, e informaram-me que sim senhor, era mesmo lá que se tratava dos passaportes. Só precisaria de levar o puto mailo respectivo bilhete de identidade. Olha porra, o puto tem 3 anos, não tem BI! Lá me dirigi ao piso 0 e acabei por ter sorte - arranjei o formulário certo que teria de preencher, uma senha de atendimento para dali a uma hora e a notícia de que o boletim de nascimento me poderia ser muito útil mas para pedir um BI não serve - o que serve é uma certidão de nascimento.

O guichet que serve certidões fica no piso 1. Fui tranquilo, de coração leve. Afinal, tirar uma certidão é o mais simples do Mundo, não é? Não é. Fiquei lá mais de uma hora. Esgotei todas as combinações possíveis de entreter o puto. Ao fim de um tempo interminável, anunciaram-me que, como eu solicitei que enviassem a puta da certidão directamente para os tipos do BI, teria de pagar 14,25. Perguntaram-me se queria desistir. Desistir, perguntei eu, de olhos esbugalhados. Então agora que perdi uma hora na fila à espera que me passem um papel que vai servir para eu mostrar que pedi um outro papel, para que me forneçam um documento sem o qual eu não posso pedir o passaporte, é que eu ia desistir? Quando estou tão perto?!

Estava, obviamente, enganado. Não estava nada perto - enquanto desesperava para me passarem o papel, o pessoal do BI despachou-se, e tive de tirar outra senha. Mais uma horita de espera. Finalmente, depois de pintalgado o dedo indicador direito e de ter o puto legalmente medido, ouço a sentença - dia 2, talvez dia 3 de Março, o BI esteja pronto. Porra, espero que o passaporte demore menos tempo, caso contrário o puto não vai mesmo andar de avião!
O mais assustador disto é que, até há muito pouco tempo, esta história era bem pior. Ao menos agora existe a Loja do Cidadão...

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domingo, janeiro 07, 2007

Uma manhã em cheio!

Para preparar a festança do Natal, tirei a semana anterior de férias. No entanto, no primeiro dia, dediquei-me a outra actividade - um passeio com o Pequeno Gnomo.
Saímos de casa por volta das 9:30 e apanhámos um taxi para a estação de Entrecampos. O objectivo era passar a Ponte 25 de Abril de comboio. O puto gostou - foi a primeira vez que andou de comboio! Chegámos ao Pragal e fomos tentar apanhar um taxi para Cacilhas. Não encontrámos nenhum e acabámos por ir de autocarro. A maior aventura aguardava-nos - um cacilheiro! O Pequeno Gnomo não tirava os olhos do rio, das gaivotas, dos barcos à vela... foi o ponto alto da manhã. Para acabar, uma viagem de metro até casa, onde nos esperava o almoço feito pela Sissi.
Uma manhã em cheio. Julgava eu que seria suficiente para uma boa sesta, mas o sacana do puto não pregou olho a tarde toda!
Deixo aqui duas fotografias desse dia de aventuras.

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sábado, dezembro 30, 2006

Sem resposta...

- A Sissi partiu a cabeça!
- "Como foi, mamã?"
- Tropeçou no passeio e bateu com a cabeça no chão!
- "Que barulho fez a cabeça dela quando bateu no chão, mamã?"


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