sexta-feira, agosto 20, 2010

Um dilema ético

Há uns anos atrás joguei "Uma Questão de Escrúpulos". Trata-se de um jogo "de sociedade", onde somos confrontados com situações teóricas, sendo de seguida convidados a dizer o que faríamos se alguma vez fôssemos apanhados nessa situação. Do que me recordo, as questões colocadas não variavam muito de infidelidades, evasão fiscal e abordagens à educação dos filhos que na altura eu ainda não tinha.
Esta semana lembrei-me desse jogo porque deparei-me com uma situação típica que poderia estar num dos cartões. Estava num supermercado com o meu filho, de 7 anos, num corredor atravancado de caixotes e quase deserto. Além de nós os dois, estavam duas adolescentes, ocupadas a enfiar na carteira um dos produtos expostos. Deparei-me com um dilema ético, uma verdadeira questão de escrúpulos - deveria dizer às moças para reporem o artigo que se preparavam para roubar? Deveria denunciá-las na caixa do supermercado? Ou deveria agir como se não tivesse reparado em nada?
Que lição queria que o puto aprendesse deste episódio? Que não se deve roubar? Que o pai é um "bufo"? Felizmente ele não deu por nada e optei pela última hipótese. Para a próxima, poderei denunciar aos tipos do supermercado, se entretanto encontrarem forma de melhorarem o serviço de reposição de iogurtes e reduzirem o tempo de espera nas filas, os sacanas dos algarvios...

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sexta-feira, agosto 13, 2010

Concurso RdM - As Piores Capas de Disco Segunda Votação

Há mais de 4 anos comecei a postar aqui algumas das capas de discos mais risíveis, horrorosas ou simplesmente de mau-gosto. Devo dizer que comecei com bom ritmo (a primeira capa foi a 13 de Abril de 2006, em 28 de Maio desse ano já lançava a Primeira Votação, com 10 capas mais umas extra concurso, do mestre Artur Gonçalves).
Devido não só ao êxito retumbante da primeira série (o concurso teve um quase-voto!), a segunda série começou em 29 de Janeiro de 2007 e estendeu-se até 23 de Julho desse ano.
Ponho aqui as datas exactas porque, não sei porquê, não consigo os links directos...
Bom, tenho no disco do meu portátil ainda uma série de capas laboriosamente armazenadas durante esses anos, que agora vim a reencontrar. Altura portanto de lançar a segunda votação e começar a terceira série.
Cá vão as 10 capas postadas na segunda série, para lembrança das hostes:
































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segunda-feira, julho 26, 2010

Imenso Ranys

País que definha, mas que ainda não-sei-quê.
É assim, com este bonito lema, que o El Ranys serve postas imensas lá no estábulo onde se foi albergar. Voltou com boas ideias, o moço. O Saramargo está bem esgalhado, o post sobre as conversas do pai (o meu tio) com o Manuel da Fonseca também.
Está já ali o link na coluna na direita, debaixo da "Matéria Cá de Casa", pois então, porque é um dos nossos.
Aliás, melhor dizendo, Ranys, não és dos nossos, és mesmo cá de casa. Depois de um pequeno hiato, foram-te devolvidos todos os privilégios inerentes à Administração aqui do RdM, com todas as alcavalas a que tens direito, como tínhamos combinado. Se voltaste aos blogs para ficar, depois de uns 3 a 4 anos de ausência, então bolas, posta aqui, não vale a pena fazeres um novo blog. Ok?

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domingo, julho 11, 2010

Avaliações dos professores


Um dos temas dos últimos anos que mais me deixou irritado foi o da avaliação dos professores. É verdade que a anterior Ministra não teve nem engenho nem arte para atingir os objectivos a que se propunha. No entanto, independentemente do estilo pessoal da ex-Ministra Maria de Lurdes Rodrigues, esses objectivos eram e continuam ser muito válidos. Tenho muita pena que a nova Ministra tenha alcançado uma "vitória" ao fazer as pazes com a classe dos professores, porque isso constituiu uma derrota das pessoas de bom-senso em Portugal que, apesar de não irem para a rua gritar, entendem que o qualquer modelo de avaliação sem "numerus-clausus" não permite avaliar coisa nenhuma.

Vem isto a propósito de uma entrevista da antiga Ministra da Educação à Visão, onde apresentou um livro sobre o seu longo consulado à frente do Ministério, e principalmente por causa de uma carta que saiu na última edição dessa revista, onde um leitor (José Carvalho, de Chaves), afirma o seguinte: «(...) a docência necessita de uma conjugação de esforços e saberes dos seus diversos agentes para enfrentar as crescentes dificuldades com que a escola pública se depara. Não necessita de um processo de avaliação de desempenho que contribua para instaurar a divisão. As divisões e as diferenças entre os docentes deverão ser usadas para os complementar, e não para os rotular».

Este discurso enjoa... na actividade profissional que desempenho, desde há 18 anos que sou sujeito a avaliações de desempenho, com impacto em aumentos e promoções. Naturalmente que isso contribui para diferenciar , a mim e aos meus colegas de trabalho. Uns são melhores, os outros não alcançam o mesmo nível de excelência. Os melhores devem ser premiados, os outros devem ser desafiados a melhorar. Já tive anos com boas avaliações, outros anos tive avaliações mais-ou-menos. Sempre fui à luta para manter o que de bom me apontavam ou para aprender a fazer melhor. Não é para me gabar, mas ao olhar para quem tinha melhores avaliações do que eu, fui aprendendo a ser um melhor profissional naquilo que faço. Um modelo de avaliação tem de ter "numerus-clausus", caso contrário, ficamos todos contentinhos, porque somos todos muita bons. E continuaremos a sê-lo mesmo sendo desmentidos todos os anos pela nossa triste realidade...

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quinta-feira, julho 08, 2010

Da inconstitucionalidade do pragmatismo

Diz que é preciso aumentar os impostos. Parece que esse imperativo é praticamente unânime, depois da crise global, da crise grega, do ataque ao euro, da falta de crédito e da queda dos ratings. Quase ninguém discorda do facto de o aumento dos impostos ser imprescindível para Portugal. As diferenças de opinião residem em questões de pormenor - IRS versus IRC, o que fazer com o IMV, aumentar o IVA, sim, mas não necessariamente o escalão mais baixo.
Ou seja, toda a gente concorda que se tem de aumentar o IRS. Ora o IRS tem uma particularidade, é que é um imposto apurado anualmente... isto significa que os aumentos a partir do dia 1 de Junho corresponderão, em termos reais, a sete duodécimos das percentagens anunciadas. Para as pessoas cujos rendimentos são lineares ao longo do ano, o "drama" não será grande. Enfim, com este período temporal, o Estado deverá abranger não 7/12 dos rendimentos mas sim 9/14 (por causa dos subsídios de férias e de Natal). Para alguém com um rendimento mensal bruto de 2.000 euros, a diferença consiste em 25 euros para todo o ano (de 245€ para 270€). E isto, note-se, apenas em termos de retenção na fonte, uma vez que no final do ano as contas serão realizadas com os tais 7/12. Ou seja, a diferença será reposta.
Levantam-se vozes contra isto porque, uma vez que o IRS é um imposto anual, a aplicação prática do aumento acaba por se configurar como retroactivo. E isso, claro, é inconstitucional! Mesmo em se tratando de peanuts e mesmo que a alternativa obrigasse a reformular todo o processo de recolha e cálculo de IRS, o que, convenhamos, não saíria barato...

Faz-me impressão as pessoas que, ao arrepio do bom-senso e do sentido prático da vida, põem em primeiro lugar a letra da lei - não necessariamente o seu espírito - e vão à Constituição procurar argumentos para impedir aquilo que, segundo todos os analistas, é o melhor para Portugal. E que representa 25 euros/ano para quem recebe 28.000, sendo até reembolsáveis mais tarde... e infelizmente nunca vi ainda ninguém a explicar qual seria a solução alternativa... detesto legalistas!

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terça-feira, julho 06, 2010

Portagens nas SCUTs

Ninguém sai especialmente bem desta história das SCUTs.
Primeiro, os Governos que se lembraram desta solução inovadora, começando por Guterres. Estava claro que, mais cedo ou mais tarde, se teria que pagar a conta. A crise cá veio para demonstrar isso mesmo. De qualquer modo, o modelo ainda se aguentou bastante tempo.
Segundo, o actual Governo, não tanto por desdizer o que tinha sido dito antes mas, sobretudo, pela confusão que conseguiu armar com a história dos chips.
Terceiro, a actual Oposição - não a habitual, do PC e do BE, mas a dos supostos liberais, onde pontificam diversos portuenses nortenhos de gema. Decidam-se, senhores! Não vale criticar o despesismo e a falta de sentido prático dos socialistas de Guterres por terem lançado as SCUTs há uns anos atrás e agora criticarem os socialistas de Sócrates por introduzirem as malfadadas portagens. Não podem querer sol na eira e chuva no nabal...
Um exemplo bem ilustrativo desta desonestidade intelectual travestida da secular luta regionalista Norte-Sul está bem claro nos últimos posts de VLX do Mar Salgado, de 25 e 29 de Junho... aprecie-se o contorcionismo da argumentação:
«Na época da euforia despesista de Guterres (...) as scuts. Claro que não passava de um grande disparate (...) Para sacar massa aos contribuintes sem grandes revoltas na capital, os socialistas de Lisboa inventaram um método de cobrar portagens mas só nas estradas dos indígenas provincianos longínquos». Ao ler este naco de prosa, até me veio uma lágrima ao canto do olho... de facto, na baixa política, vale mesmo tudo menos arrancar olhos...
Isto para não falar sequer da lembrança enternecedora dos postos de trabalho dos portageiros que ficam em risco, isso para além dos empregos que se perderão e se perdem com a introdução do chip e, vejam lá, da possibilidade de se pagar a gasolina com a Via Verde. Enternecedora, note-se, porque esta preocupação provém, nem mais nem menos, de VLX...
Leiam também a caixa de comentários que vale a pena!

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sábado, junho 26, 2010

Laranjeiras, bairro tradicional

Moro num bairro tradicional de Lisboa. Para quem conheça as Laranjeiras, dificilmente classificaria esse bairro como "tradicional", parece um contra-senso, mas há quem, não sei se na Câmara Municipal de Lisboa se na Junta de Freguesia, pense dessa forma.
Só isso justifica que todos os fins-de-semana do mês de Junho o clube à frente de minha casa tenha permissão para fazer um chavascal de música pimba, com o volume de som desregulado e a terminar a desoras, para que meia dúzia de gatos pingados se arrastem num bailarico penoso e centenas de pessoas nos prédios à volta tenham de gramar com isto até à uma da manhã, a ouvir grandes clássicos, desde o incontornável Quim Barreiros ao Calimero que fez não-sei-o-quê à Abelha Maia.
É uma falta de bom-senso e de respeito pelos moradores, não há como negar. Ainda mais no meu caso, que fico impedido de me deitar no meu quarto porque está lá a garota, que tem o sono leve, e o quarto dela dá directamente para o concurso de brejeirices desbragadas cantadas a muitos watts.

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sexta-feira, junho 25, 2010

Takeover hostil

Perguntava-me o El Ranys na caixa de comentários de uns posts abaixo, escudado na sua complacência e magnanimidade:
- Quem é o boss desta tasca?

E tudo só para me exigir uma fatia de leão dos chorudos lucros que hão-de aparecer, agora que coloquei publicidade no RdM, veja-se lá a desfaçatez!

Mal sabia ele que no momento em que escrevia as suas miseráveis reivindicações, já eu tinha procedido a um takeover hostil e já o tinha chutado para fora da administração do blog. Muahahahahah!
Ranys, agora não passas de um reles subordinado, um redactor de blogs por conta de outrém (ie, eu), e é melhor que comeces a pensar em escrever posts que tragam público ao tasco e clique na publicidade que EU COLOQUEI porque senão mais cabeças vão rolar!!
Redus Maximus, isto também se aplica a ti!
Reivindico desde já a paternidade e revejo-me quase como um mentor para as 40-50 almas transviadas que passam diariamente no blog, à busca sabe-se lá de que prazeres perversos. São meus, são meus e ninguém os rouba!!
PS - Este último parágrafo não passa de uma colagem aos ensinamentos do grande Manuel Alegre...

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quarta-feira, junho 23, 2010

Toca a animar isto!


Pois é, uns 3 anos quase sem postar. A posta do El Ranys acabou por despertar uma vontade de voltar a escrever umas coisas por aqui. Além disso, agora o blogger está diferente, mais evoluído, e até dá para botar umas coisas que diz que dá dinheiro. A ver vamos...

Bom, comecemos então por um balanço resumido do que se passou entretanto.
Em 6.9.6, iniciei um processo de adopção na Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Hoje, por acaso, recebi uma carta de lá a dar nota da minha desistência. Eis um ciclo que se fecha...

Porque desisti? O principal motivo, se não o único, é que acabei por não recorrer ao outsourcing, acabou por ser tudo in-source. É uma menina, tem 19 meses e ainda não diz grande coisa - o vocabulário reduz-se praticamente a "OLÁ", utilizado de forma indistinta tanto para dizer mesmo olá como para designar um telemóvel, por motivos óbvios, e a "BÁ", para tudo o resto, seja papá, mamã, avó, avô, o irmão, uma bolacha ou um sapato.

Ela também é um motivo forte para voltar a escrever no blog. Com o post do Ranys, voltei a ler o RdM, posts antigos, histórias já esquecidas do pequeno gnomo. E lembrei-me que um dos factores que me levou a escrever aqui foi preservar, "para a posteridade", algumas das histórias engraçadas que o puto há-de gostar de ler mais tarde. E isso faz sentido para ela também, portanto... estou de volta!

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quinta-feira, dezembro 10, 2009

Maus hábitos



O puto já tem 6 anos.
Ou seja, está na idade de descobrir coisas novas, aprender a ler e ganhar hábitos repreensíveis.
Mexe na pila por tudo e por nada. Quando está distraído e quando está atento. Afaga-a, acarinha-a, sempre com um desvelo enternecedor. E irritante. Bem sei que já passei pela idade dele, mas enfim, este quase-vício não é bonito de se ver. E tento que ele abandone esse mau costume, por vezes ralhando, por vezes tentando entender o que o leva a dedicar-se com tanto afinco a tão malfadado hobby. No outro dia deu-me uma resposta surpreendente, que me desarmou completamente e me provocou uma grande gargalhada:
Eu - Porque é que andas sempre a mexer na pilinha?
Ele - Sabes, papá, o seguro morreu de velho!

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sábado, fevereiro 21, 2009

Pequena confusão perfeitamente compreensível

Há uns tempos, o pequeno gnomo comentava comigo, com orgulho indisfarçável:

- Sabes, papá, já sei muitas marcas de carros! E já sei dizer bem "Audi"! Dantes dizia "Heidi"... ou "Noddy", já não sei bem...


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sexta-feira, julho 25, 2008

Uma boa ideia

Há uns dias atrás, no meio do zapping, dei por mim a ver uma curta-metragem espanhola, num canal qualquer da Fox. Um homem contava a sua vida amorosa a alguém atrás da câmara. Depois de relatar dois namoros falhados, o senhor explicava como tinha recorrido a um expediente muito à mão - a masturbação. Satisfação garantida sem problemas, sem maus humores, sem conversas da treta. Mas, passados uns tempos, começou a sentir-se incompleto, insatisfeito. Talvez lhe faltasse um pouco de convívio... passou então a masturbar-se no meio de grandes aglomerações - centros comerciais, estádios de futebol.

Mas não era suficiente. E foi assim que o tipo, ao tentar descobrir algo que lhe permitisse alcançar a satisfação sexual plena, descobriu a masturbação anal (confesso que desconhecia totalmente o conceito, mas nesta altura do filme estava já embasbacado).

Entretanto, no meio de tanta felicidade, descobriu, no meio do acto, uma coisa que não deveria estar no sítio onde estava. Depois de ir ao médico, verificou que era um corpo cancerígeno que, não fosse o caso de ter sido descoberto tão cedo, lhe poderia ter causado a morte.
Depois de mostrar a alegria do homem quando se consciencializou que a masturbação anal lhe salvara a vida (ora aqui está uma frase que nunca na vida pensei escrever!), o filme terminava com um anúncio: "O cancro do recto é a segunda causa de mortes por cancro, em todo o mundo. Faça regularmente um auto-exame".

O que me leva a escolher este tema para este regresso, depois de tanto tempo sem postar? Dois motivos - 1º, achei bastante piada ao filme, confesso. O 2º motivo, o mais importante, foi o post do Redus Maximus sobre a energia nuclear. Porque ao mostrar esta ideia que, na essência, é uma boa ideia (afinal, visa reduzir o número de mortes por cancro) e é fácil de aplicar (enfim, está à mão de semear...), não passa de uma anedota bem imaginada, simplesmente porque é pouco prático. Nem com todo o voluntarismo do Mundo se há-de convencer o pessoal a enfiar o dedo no cu, certo?

É exactamente o mesmo que penso sobre a segunda proposta do Redus, a que mata as vacas e deixa os peixes em paz. Não é prático convencer as pessoas a comer soja com lentilhas, ou sei lá o que comem os vegetarianos. Não se pode atacar levianamente alguns marcos distintivos da nossa civilização, como a picanha ou a posta à mirandesa!

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sábado, março 01, 2008

Eh pá...

Eh pá, não tenho tido tempo para postar. O trabalho, a rotina, o Travian...
A verdade é que isto só tem piada se não for por obrigação. E de facto penso que tenho demonstrado claramente que não escrevo aqui por obrigação. Pelo menos desde Novembro!
Bom, é como o Ranys diz - um dia destes... entretanto convidei um novo valor da blogosfera, o Redus Maximus, para ir animando o blog. É bom rapaz, apesar das suas preferências clubísticas poderem facilmente colocar em dúvida a existência de uma rede neuronal minimamente estruturada dentro do seu cérebro.
Redus Maximus, faz o teu pior!

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domingo, novembro 11, 2007

Esperança

Será Raquel?

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sábado, outubro 20, 2007

Uma coisa estúpida, mas no bom sentido

Hoje de manhã, ao dirigir-me para o trabalho tinha o rádio sintonizado na M80 quando ouvi a Margarida Rebelo Pinto (a escritora do Sei Lá e de mais uns livros). A estação convida uma pessoa a escolher uma música por dia durante uma semana. Esta semana foi dela. Hoje lá escolheu uma música e, ao explicar porquê, fez-me gelar o sangue - disse algo do género "ouvir esta música é como cortar os pulsos, mas no bom sentido".
Que linda imagem, que linda comparação, que hipérbole libertadora, que paradoxo! Só uma mente privilegiada consegue lembrar-se de um pensamento com esta profundidade, que permitem tantas segundas leituras. Só apetece dizer que ler um livro da Margarida Rebelo Pinto é como espetar um garfo num olho, mas no bom sentido, claro está. Muito bem, Margarida! Nem sempre gosto de ouvir humor na rádio de manhã, mas o seu exercício de estilo, dito tão naturalmente, fez-me soltar umas belas dumas gargalhadas. Bem haja por isso.

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M80


Nunca fui um grande fã de rádio. Ouço de manhã, quando vou no carro, e nada mais. Quando ligo o rádio quero ouvir música, mas habitualmente apanho o trânsito, notícias, anúncios, o jogo da mala, a bancada central ou aqueles programas matutinos com toda a gente bem-disposta a dizer piadas parvas logo de manhã. Há pouco tempo descobri a M80, rádio que quase só passa música dos anos 70, 80 e 90, e agora praticamente não ouço mais nada. Torna-se por vezes um exercício engraçado tentar descortinar através da névoa da memória quem cantava uma ou outra música que ouvia quando era adolescente com as hormonas aos saltos, como por exemplo o "I Was Made For Loving You Baby". Recomendo vivamente - é no 96,6.

A propósito de rádio, lembro-me de alguns programas que ainda assim me marcaram. O programa "De Que Cor É o Santo António", para mim, acabou por ser um mito que marcou a época em que estava a terminar o curso, em Coimbra; o radialista (é assim que se diz?) era o meu primo, o grande Elranys. O programa passava na RUC, Rádio da Universidade de Coimbra, e começava às 10 da manhã. Um mito porque só o consegui ouvir uma ou duas vezes, afinal esse horário coincidia mais ou menos com a hora a que me deitava... velhos tempos esses, em que o difícil era conseguir levantar-me a tempo de almoçar antes de jantar.

Também me lembro de outros programas que ouvia efectivamente. Para além do incontornável Oceano Pacífico, recheado de boa música, e do clássico Pão Com Manteiga, havia um outro, o Sexo No Ar, uma vez por semana, no máximo até às duas. O locutor principal era Carlos Cruz, a animar as noites de sexta-feira para sábado, da meia-noite às duas, com excelentes textos. Lembro-me da rubrica em que se dissertava sobre uma posição do Kama Sutra como se se tratasse de uma receita culinária, ou as histórias sobre o choque entre duas civilizações aparentemente antagónicas, uma regida por uma vulvocracia, enquanto a outra se tratava de uma falocracia. Ou ainda a história aflitiva da nave espacial que funcionava a energia sexual, e que andava à deriva porque ninguém conseguia parar a fêmea da raça clitoridiana, que fazia a nave andar...

Bom, acabei por me dispersar um pouco, queria era falar de rádios que passam música. A estação que eu mais ouvia, até há uns anos, era a Rádio Nostalgia. Aliás, houve uma altura em que estive para cortar com isso, porque num banco onde trabalhei (e onde passei muitas noites e fins-de-semana), só passavam essa rádio, que acabou por ser apelidada de Rádio Nevralgia, pelo enjoo...

Concluindo - sintonizem a M80, relembrem o Disco Sound, os Village People, os Boney M, os Cock Robin, os Kiss, a Gloria Gaynor e muitos outros.

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sexta-feira, agosto 24, 2007

Só temos um problema

De vez em quando, depois de jantar, tenho ido a um larguinho aqui ao pé de casa jogar à bola com o pequeno gnomo. A sua técnica de remate não é apurada, mas consegue já imprimir alguma potência nas biqueiradas.


Estávamos nós a jogar à bola quando apareceu um puto, com cerca de 6 anos, a perguntar se podia jogar connosco. O pequeno gnomo entusiasmou-se com a ideia (julgo que não serei a melhor companhia para dar chutos a uma bola...), mas de repente parou e, muito sério, disse ao miudo - "Podes jogar, mas temos um probema". "Um problema?", perguntou o outro; "sim, é que eu chuto a bola com muita força, eu sou muito forte", disse o pequeno gnomo, muito consciencioso do risco que o outro iria correr, ao sujeitar-se ao seu pé-canhão de 4 anos...

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quinta-feira, agosto 23, 2007

Demonstração da existência de Deus

Estou de férias.
É um período pouco dado a pensamentos teológicos, bem sei, mas devo dizer que passei por uma experiência religiosa inolvidável. Finalmente, agora acredito piamente que Deus existe.

Para uma mente simples, pouco exigente e não talhada a religiosidades profundas, a prova em como Deus existe poderia limitar-se ao facto de estar a passar férias num apartamento no Algarve que pertence aos meus sogros - ou seja, a estadia é de borla.

No entanto, não me satisfaço com isso. Isso para mim não demonstra que Deus existe e que é bom para mim. Ná, não me rendo tão facilmente. Armado com o meu espírito científico (sim, apesar de me ter licenciado em Economia, gosto de acreditar que tenho um espírito um bocadinho científico), estava à espera de uma prova definitiva e inquestionável.

E ei-la, a prova! No apartamento onde estou, existe um esquentador. E uma banheira com chuveiro. Quando estou a tomar banho, acontece sempre a mesma coisa - a água está quentinha, passo o controlo para o chuveiro e nem passam dois minutos para que a água esteja gelada. O esquentador continua ligado, não há fuga possível para a água quente. Se mantiver a água a correr na torneira da banheira, ela continua quente. Em qualquer outra torneira da casa - lavatório da casa-de-banho, cozinha - a água quente flui ininterruptamente. Quando passo para o chuveiro - pimba! - água fria.

Este facto tem-me feito pensar bastante no sentido da vida, para onde vamos e de onde viémos, para além de me interrogar sobre o que se passará nos canos, no chuveiro, no esquentador.

Cheguei à conclusão que o que se passa viola todas as leis da física. É, portanto, um sinal divino da presença de uma entidade superior. Deus existe. E não me grama, o velhote.


Nota - Esta história de chamar "velhote" a Deus não é original. É um plágio descarado de um texto dos Gato Fedorento. Desculpem a explicação, mas... eu chamo-me Luis, sim, mas não me chamo Filipe Menezes.

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segunda-feira, julho 23, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (20)

Aguaturbia é o nome de uma banda chilena de rock psicadélico. Aparecem aqui nesta capa todos nús, a curtir a ressaca dos anos 60, mas aparentemente não se estão a divertir por aí além. O senhor de bigode e de óculos, do lado direito, parece mesmo estar a pensar desistir, arrependido da seca em que se enfiou.
É verdade que a vida de sex, drugs and rock'n'roll parece gloriosa para quem está de fora, mas tem momentos menos conseguidos. Mais do que a cena grupal que eles à partida gostariam de ter encenado, isto acabou por se transformar numa cena penosa, a olhar para o tecto, a parede ou para qualquer lado desde que não fosse para a pila do gajo da bateria. Bom, enfim, mas afinal o tipo da esquerda está a olhar para onde? Olha olha o gajo...
Mais informações sobre os Aguaturbia em contramão.

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sábado, julho 21, 2007

Concurso RdM - Piores Capas de Disco (19)


Perco muito tempo na internet. Demasiado, mesmo. Muitas vezes sem me sentir recompensado, confesso. No entanto, nessa labuta existem momentos, raros e fugazes, em que se encontra uma estrela a brilhar no escuro e se atinge um sentimento de accomplisment, de objectivo realizado.
Pesquisando pela internet, encontrei uma pepita de ouro - o Portal Pimba. Escavando um pouco, encontrei este tesouro - Vanessa Karina, vinda directamente do Portugal profundo.
Um produto de uma elaborada escola de Marketing, começando pelo nome (talvez um pouco óbvio demais...), passando pela peruca (muito bem esgalhada, a fazer lembrar a saudosa Jaquina, da melhor colheita de Herman José - o Tal Canal) e terminando nas fabulosas luvas (mitenes, é como se chama àquilo?), ainda com mais uns adereços - as pérolas, as unhas pretas, o cachucho no dedo, os óculos no cocuruto, o ar bovino. Esta capa está perfeita!

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