segunda-feira, junho 14, 2010

Rigor mortis

É engraçado: este blogue está morto, vai para 3 anos, sem nunca ter sido enterrado. É como se o mantivéssemos assim numa espécie de gaveta frigorífica do Instituto de Medicina Legal, à espera que alguém venha reconhecer o cadáver.
Não obstante, continuo a receber os resumos de tráfego enviados pelo site meter. E não é que a média diária de visitas se mantém na casa das 40/50?
Ao que vêm?

Aproveito para fazer um teste: será que o Rantas vai dar por esta nova posta?

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quinta-feira, junho 21, 2007

Em campanha

"Revisão da Matéria a sério"
El Ranys

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terça-feira, junho 19, 2007

Em campanha

"O El Ranys faz falta!"

Rantas

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quinta-feira, maio 17, 2007

Dia da espiga, dia da Internet

Diz que hoje é o dia da espiga. Diz também que é o dia da Internet. Parecia mal não vir aqui deixar uma posta.

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sábado, maio 05, 2007

Presunções

Há que dizê-lo, com toda a frontalidade...
Num plano meramente pessoal, Carmona Rodrigues, no caso Bragaparques em que se constituiu arguido, goza da minha presunção (legal) de inocência.
Isso não é pouco a dizer em abono do homem, se acrescentar que Fátima Felgueiras, Valentim Loureiro ou Isaltino Morais, independentemente das decisões dos tribunais, serão sempre alvo da minha presunção (letal) de culpa. É tudo uma questão, quase epidérmica, de avaliação (mediatizada) de carácter.

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sexta-feira, maio 04, 2007

Vamos a isto, Carmona

Carmona nem tem cara de má pessoa, mas isso não faz dele um bom presidente de Câmara. No seu mandato, Lisboa não anda nem desanda. Uns radares que não servem para nada aqui, um túnel ali e, assim de repente, não me lembro de mais nada, além de poucas vergonhas (EPUL, Gebalis, Parque Mayer e por aí fora).
A Câmara Municipal de Lisboa, além de falida, está ingovernável. O executivo camarário trocou os Paços do Concelho pelo DIAP e tribunais. Não há condições para continuar. Bem pode Carmona Rodrigues arregaçar as mangas e agarrar-se ao posto como uma lapa. Não dá. Lisboa merece melhor do que isto. Caiam o executivo e a assembleia municipal. Venham eleições intercalares, venha gente nova.
Na sua obstinação, Carmona não está a "afrontar o PSD", como se lê hoje na maioria dos jornais. Está a afrontar os lisboetas e a cidade, quem nela vive e/ou trabalha. Vamos a isto, lisboetas.

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quinta-feira, maio 03, 2007

Lisboa, Lisboa

A reboque da opinião pública e publicada, com seis meses de atraso, Marques Mendes lá se conformou com o óbvio: envolvido em escândalos e processos-crime, o actual executivo da Câmara Municipal de Lisboa não consegue governar a capital do País.
Mais vale tarde do que nunca e, por isso, o retirar de confiança política, por parte do líder do PSD, ao executivo social democrata da CML não pode deixar de ser saudado como a atitude correcta a tomar,
Vamos agora para eleições intercalares que, na minha opinião, devem alargar-se à Assembleia Municipal (a sua actual composição torna a autarquia pouco governável e nenhum bom candidato à presidência da CML avançará se se mantiver esta AM.

Alguns analistas antecipam um provável duelo entre Paula Teixeira da Cruz e João Soares. Uma espécie de Opus Dei contra Maçonaria, reedição de um combate tantas vezes repetido.

Seja qual for o resultado, estou absolutamente convencido de que, face à actual situação, Lisboa vai sempre sair a ganhar. Independentemente da seita que conquistar o poder.

PS: Aos ainda deputados municipais, só quero pedir que, antes de irem embora, autorizem a porra do plano de pormenor dos terrenos do Sporting. Deixa-te de tretas demagógicas e populistas, ó Sá Fernandes.

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quarta-feira, maio 02, 2007

Regresso

Parece que "não há mal que sempre dure"!
Se o Rantas apresenta razões bastante ponderosas para a sua ausência do RdM (ver posta abaixo), tais como estar agarradinho ao Civilization IV (já o tenho instalado no computador há algum tempo, mas ainda não experimentei, a ver se o faço em breve), eu não me fico atrás.
Os últimos dias têm sido uma lufa-lufa de trabalho, tanto profissional, como doméstico.
A fase de transição na alimentação da minha filha, os primeiros dias de infantário (infectário?), os primeiros dentes a ameaçarem romper as gengivas, a decoração do quarto (pintura, escolha da cama de grades, etc.), o fim da licença de maternidade...
No trabalho, acumulei nos últimos tempos as minhas funções habituais, que já dão pano para mangas, com as de uma colega que está em... licença de maternidade. Trabalho a dobrar, portanto.
Nos períodos de lazer, mais cursos de mergulho (já lá vão quatro).
Há tempo para blogar? - Pouco, muito pouco. As coisas não se vão alterar muito nos próximos dias, pelo que espero que o Rantas roube uns minutos ao Sid Meier para vir aqui deixar umas "boutades". Eu, em podendo, também o farei. Estamos vivos. Fascismo nunca mais.

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quinta-feira, abril 12, 2007

É o choque tecnológico, estúpido!

Na entrevista de ontem, Sócrates rosnou à "blogosfera"...

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Presunção de inocência

Saber se Sócrates fez alguma coisa para beneficiar da obtenção de uma licenciatura "simplificada" não é uma questão menor. É uma questão de saber do carácter de quem nos governa.
Algumas das suspeitas levantadas nas últimas semanas foram suficientemente pertinentes para merecer explicações de Sócrates.
Na entrevista, o primeiro ministro fez por justificar a presunção de inocência. Sócrates escolheu, para terminar a licenciatura, uma universidade de merda. Esse é o seu "pecado capital", que muitos procuram explorar e não perdoar.
Muitos dos que põem agora em causa o percurso académico do primeiro ministro obtiveram uma licenciatura que beneficiou de passagens administrativas. Vamos questionar todas essas licenciaturas agora, reabrir e investigar todos os dossiers, ou percebemos que foi um "ar do tempo" em que não há necessariamente culpados?
José Alberto Carvalho e Maria Flor Pedroso não aguentaram a pressão. Estiveram, ao longo da entrevista, desconfortáveis, tensos, crispados. Sobre a licenciatura de Sócrates, não exploraram alguns dos aspectos mais nebulosos.
A saber: uma das cadeiras não foi dada pelo regente, mas sim directamente pelo reitor. Porquê?
As outras quatro cadeiras foram todas dadas por um mesmo professor. É normal, faz sentido?
Alguns dos colegas de turma de Sócrates disseram que não se lembram de o ver nas aulas nem nos exames.
Estas questões ou não surgiram, ou esgotaram-se em explicações insuficientes.
Sócrates diz que se vê na incrível posição de ter de refutar acusações que ninguém é capaz de provar. Mas vamos lá a ver: são conhecidos e, infelizmente, recorrentes, os casos de alegados médicos ou advogados, por exemplo, que exercem a profissão até ao dia em que alguém põe em causa as suas habilitações académicas. Cabe-lhes fazer prova de que possuem o "canudo", não é? Porque há-de o primeiro ministro ser diferente?
AInda assim, penso que Sócrates fez ontem por merecer a presunção de inocência. Obteve a licenciatura numa universidade duvidosa, o que certamente lhe terá dado jeito, e é por isso detentor de certificados e diplomas cuja autenticidade ainda ninguém pôs em causa. Ou questionamos todas as licenciaturas até hoje concedidadas pela Universidade Independente e quejandas, ou esta questão se arrasta penosamente, com efeitos nefastos para o País.
Após a entrevista de ontem, quem tiver provas de que Sócrates obteve favores, avance. Quem não tiver, cale-se. A suspeição deve ceder à presunção de inocência. Sócrates sai, necessariamente, fragilizado, mas espero que recupere, porque isto é menos mau com ele do que sem ele. As alternativas são sinistras.
A declaração de Marques Mendes foi patética. Diria o que disse, independentemente das explicações de Sócrates. São assim, os abutres.
PS: É extraordinário este país, em que um doutor ou engenheiro usado como nome próprio vale mais respeito do que qualquer demonstração de competência. Rais'ta parta esta bimbalhice.

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quarta-feira, abril 11, 2007

A grande cabala jornalística

Ontem, assisti na SIC Notícias a um debate que, com certeza, faz parte de uma grande cabala que tem por fim último apresentar o primeiro-ministro José Sócrates como... grande vítima de uma estratégia maquiavélica.
Porquê?, perguntam vocês. Ora, é muito óbvio. O debate foi promovido, dias a fio, com o nome "O silêncio de Sócrates".
O que é que vos vem à cabeça, assim de repente, perante a frase "O silêncio de Sócrates"?
Vá lá, não custa nada. Exactamente. Isso mesmo! "O silêncio dos inocentes".
E aí está como, por livre associação de ideias, "Sócrates" substitui "inocentes", ficando esse nexo latente no nosso subconsciente: Sócrates, inocentes, Sócrates, inocentes...
Engenhoso, não é? Ai, engenhoso não, que ainda é confundido com engenheiro.
Teorias da conspiração, cada um forma as que quer.

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terça-feira, abril 10, 2007

Jornalismo irresponsável

Na capa do caderno de economia da última edição do Expresso, uma das manchetes era: "Facturas no último dia do ano salvam resultados da TAP ". Depois, em desenvolvimento, lê-se que a TAP facturou à Grounforce 8 milhões de euros no último dia de 2006, o que terá permitido à transportadora aérea apresentar lucros de 7,3 milhões de euros no exercício de 2006.
Lê-se ainda que a Groundforce contesta essas facturas e que se recusa a pagar, o que teria como consequência a revisão dos resultados da TAP em baixa, passando a apresentar prejuízos de 0,7 milhões de euros em 2006.
"Vigaristas, estes gestores brasileiros da TAP", pensei eu quando li o Expresso. "Aparecem como sendo a última maravilha da gestão, mas afinal são é uns habilidosos malabaristas...", terei acrescentado para com os meus botões.
Afinal, a notícia do Expresso, ou pelo menos o título garrafal escolhido, parece desprovido de qualquer fundamento. Quem não deve ter achado nenhuma graça foram os gestores da TAP, os trabalhadores da empresa, o accionista (Estado), fornecedores, etc...
Os jornalistas que assinam a peça do Expresso, a direcção do jornal e os editores responsáveis deviam ter vergonha. E pedir desculpa. Assim se perde a credibilidade.

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quinta-feira, abril 05, 2007

Uma Monica Bellucci por dia...


O Nelson notou bem, num comentário à anterior entrada "Uma Monica...", que estávamos a repetir uma fotografia já publicada. O freguês tem sempre razão e o Nelson quase sempre. Neste caso, tem razão. O Nélson tem razão. Neste caso. Para corrigir a asneira e repor os elevados padrões de qualidade e exigência deste blogue, substituí a anterior foto por uma outra e deixo-vos mais esta da sempre vossa Monica.

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Coelhinha de Páscoa

Com votos de muitas amêndoas.

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quarta-feira, abril 04, 2007

Engenharias

Para avaliar o desempenho de Sócrates como primeiro ministro, pouco me interessa se ele é, ou não, licenciado.
Neste país reverencial de doutores & engenheiros, um título académico era, até há bem pouco tempo, sinónimo de status social e sapiência. Errado.
Nos bancos da faculdade, convivi com muitos calhaus com olhos, cujo mérito fundamental consistia em decorar e debitar nos exames, ipsis verbis, sebentas e manuais.
A frequência de um curso superior tem, obviamente, virtudes. A maior das quais é a criação de hábitos de disciplina, trabalho e estudo. Mas uma licenciatura não faz pessoas mais inteligentes. Com isto, quero dizer que Sócrates não é mais ou menos inteligente, mais ou menos competente, por ser (ou não) licenciado.
A nebulosa em que se deixou envolver em relação à obtenção do seu grau académico, no entanto, ensombra a avaliação que podemos fazer do seu carácter e rectidão.
Convenhamos que se afigura algo estranho que Sócrates tenha obtido o grau de licenciado após ter feito três cadeiras de engenharia civil em que foi aprovado por um mesmo professor e mais uma (inglês técnico?) em que a aprovação foi dada por alguém que não era nem regente, nem sequer professor dessa cadeira. Também é estranho que o procedimento administrativo que conferiu a Sócrates a licenciatura tenha sido efectuado a um Domingo. A tudo isto, acresce ainda o facto de a Independente ser uma universidade muito, muito manhosa.
Sócrates beneficiará da presunção de inocência, mas não pode assobiar para o ar como se isto fosse uma questão menor.
Ser ou não licenciado não faz dele um melhor ou pior primeiro ministro. Mas se a licenciatura foi obtida por via anómala, isso faz dele uma pessoa menos honesta. E isso é mau.
A técnica de "chutar para canto" tem resultado em muitas questões, contribuindo para eternizar o "estado de graça" do primeiro ministro. Mas, nesta questão, não dá. Os holofotes incidem exclusivamente sobre Sócrates. Não há como fugir ou empurrar o esclarecimento da questão para um qualquer ministro ou para a manhosa "instituição de ensino" (!?!). Venham daí os esclarecimentos cabais.

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domingo, abril 01, 2007

Uma Monica Bellucci por dia...



Mãe querida, mãe querida!

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segunda-feira, março 26, 2007

E agora, a conta de telefone?

António Oliveira Salazar foi eleito pelos telespectadores de um concurso de televisão como "O grande português".
Será que o PNR vai conseguir pagar a factura telefónica?
No caso do PCP, é mais fácil. Para pagar as chamadas de valor acrescentado do segundo lugar alcançado por Álvaro Cunhal, há sempre o "dízimo" dos deputados e as receitas da festa do Avante.

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quinta-feira, março 22, 2007

IdiOTA

Está na ordem do dia. Não há como ignorar a questão. Volto à discussão do novo aeroporto de Lisboa (e grande aeroporto internacional de Portugal). Abordei a questão variadíssimas vezes ao longo dos mais de dois anos de existência deste blogue e envolvi-me em trocas de argumentos com comentaristas e outros blogues. Ela está de volta, a idiOTA decisão.
Na verdadeira vertigem de estudos, argumentos técnicos e opiniões, parto de novo para a discussão munido com uma ideia assente, baseada num rudimentar conhecimento técnico e operacional (ainda assim, creio que superior ao da maioria das pessoas que têm emitido opinião): Lisboa (Portugal) precisa de um novo grande aeroporto internacional, que sirva como hub da TAP.
Por muitos remendos e acrescentos que se façam, a Portela está esgotada a curto prazo. Só quem não utiliza o actual aeroporto de Lisboa pode dizer que é possível continuar a tê-lo como principal aeroporto português. Não dá, não serve, esgotou.
A hipótese Portela mais um poderá servir para ganhar tempo. Se concentrarmos a operação das low cost no Montijo, por exemplo, ganham-se os meses (anos?) necessários para que se estudem aprofundadamente as possíveis alternativas à Ota. Mas também esta solução acabará por ser insuficiente no médio prazo. O aeroporto da Portela é um mau aeroporto, completamente desfasado da actual realidade operacional.
O governo diz que, das opções estudadas, a Ota é a que melhor serve. Os técnicos avnçam que, apesar dos graves problemas da localização, é possível encontrar soluções de engenharia para a maior parte dos inconvenientes apontados à Ota. Acredito nestas duas coisas.
O que faz espécie é que se tenha chegado à Ota a partir de um primeiro estudo ralizado em 1969. O País mudou, tudo está diferente, e sucessivos desmandos no ordenamento do território trataram de eliminar a maior parte das hipóteses de localização que então foram apontadas para o novo aeroporto. Sobraram Ota e Rio Frio. Esta última foi "chumbada" devido a graves e ponderosos impactos ambientais. Mas, de 1969 para cá, porque raio não chegaram a ser equacionadas outras possibilidades?
O campo de tiro de Alcochete, em que todos os terrenos pertencem ao Estado, por exemplo, não seria uma hipótese a encarar? E o Poceirão? Estes locais foram estudados como possíveis localizações?
A Ota fica longe de Lisboa. A Ota é uma má localização em termos de planeamento do território (a melhor, segundo as opiniões de especialistas na matéria que já li e ouvi, seria sempre na margem Sul do Tejo). A Ota apresenta custos de construção elevadíssimos quando comparados com outras hipóteses que exigem menor movimentação de terras, de compra de terrenos, de desvio de rios e ribeiras, cabos de alta tensão, condutas de água (e gás?), de construção de estacas que contrariem a natureza do terreno (lodos e leito de cheias)...
À Ota são apontadas limitações na futura possibilidade do aumento de capacidade. Aquela localização pode resolver o problema nos próximos 30 ou 40 anos. E depois disso? Exige-se aos governos, sobretudo quando tratam de investimentos na ordem dos 3 mil milhões de euros, que tenham visão de futuro. O governo de Sócrates não a está a ter. O espírtio é "resolvemos para já o problema, depois logo se vê". O princípio é mau. É disso, sobretudo, que a malta não gosta.
Em resumo: é real a necessidade de um novo aeroporto. Deve-se avançar para a sua construção o mais rapidamente possível. Mas a decisão da localização de um investimento brutal não pode estar refém de um estudo inicial realizado em 1969. Ninguém disse, porque não pode dizer, que não existem alternativas melhores, quer do ponto de vista dos custos, quer do ordenamento do território, quer técnico e aeronáutico, quer mesmo ambiental, à Ota, O que este governo diz é que não há tempo para estudar melhor o assunto. Este argumento eu não aceito. Se começarem a estudar já possibilidades como o campo de tiro de Alcochete, Poceirão ou mesmo Montijo, estão a ganhar tempo ao tempo que vos falta para emendar a mão relativamente a uma decisão obstinada. Sócrates não pode ser autista nesta matéria.
Uma nota final: Mário Lino defendeu a Ota utilizando, entre outros, o extraordinário argumento de que era "um compromisso pessoal". Mas com quem é que ele se comprometeu, raios?

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Uma Monica Bellucci por dia...

sexta-feira, março 16, 2007

Prova de vida

A entrada no terceiro ano de existência deste blogue, que em tempo assinalámos, parece ter trazido consigo um certo torpor. Vinhamos em escalada triunfal, somando cada dia mais visitas, mas desde há um mês, mais coisa, menos coisa, tornámo-nos uns bloggers algo calaceiros.

Pela minha parte, quero dizer que atravessamos dias que, em termos políticos e de actualidade, são algo desinteressantes, pelo que o estímulo para a escrita de postas tem sido curto.

Sócrates é como os eucaliptos, seca tudo à sua volta.

Ribeiro e Castro e Marques Mendes são desoladores e a oposição que praticam nem o mais imbecil dos jotas dos seus respectivos partidos conseguirá entusiasmar.

A coisa está tão má que até a maior nulidade política da democracia portuguesa, que dá pelas iniciais de PSL, começa a desencantar tempo de antena. Noutro registo, vão-se abrindo de novo Portas que já se julgavam para sempre aferrolhadas. Eles andaram por aí e estão de volta.

A outra malta, Jerónima e Louçã, é o que é e nem os consigo ouvir.

A OTA é guerra já travada. Procurem nos arquivos, se quiserem, está lá tudo o que agora se diz.

Na cena internacional, tudo como antes: Xiitas e Sunitas continuam a matar-se uns aos outros, Blair vai bazar, Bush também e a Royal não é assim tão gira.

Temos ainda o aquecimento global e tal. Assim vai o País e o mundo. O Revisão da Matéria está vivo. Há mais marés que marinheiros e agora vou até ali, que quero estar com a minha filha. O melhor do mundo, já se sabe, são as crianças. E mais do que isto, não sei se há.


Fiquem com uma Bellucci, que sempre é agradável à vista. Eu volto.

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