O Sol
O lançamento do semanário "Sol", projecto dirigido pelo grande-arquitecto-escritor-futuro Nobel JAS, já apresenta resultados positivos, ainda antes de sair para as bancas o nº 1.
Atemorizada, a concorrência - leia-se, o "Expresso" - baixou o preço (de 3€ para 2,8€), vai oferecer ao longo de várias semanas bons filmes em DVD, mudou o grafismo e o formato.
Boas notícias traz o "Sol", portanto. Adoro a concorrência.
Compro semanalmente o "Expresso", sem grande entusiasmo ou interesse, mais por "necessidade profissional", digamos. Apesar do tipo de jornalismo praticado pelo "Expresso" ser bastante institucional e cinzento, não há dúvida que o semanário de Balsemão tem boas fontes e muitas "cachas". Não é bom jornalismo - pelo menos, não é o jornalismo que me agrada, mais de investigação, pesquisa e "confronto" e menos de acomodação às fontes e à agenda -, mas por vezes têm notícias.
Com a saída de JAS da direcção do "Expresso", penso que o jornal melhorou um pouco.
A um nível mais "lúdico", por exemplo, Jorge Fiel publicou, há cerca de duas semanas, uma crónica de antologia, que creio impossível de publicar no tempo do arquitecto. A crónica abordava uma temática sempre actual e comum à maioria dos homens: a dificuldade da primeira mija matinal, fruto da habitual intumescência da pila quando um gajo acorda (o tema era este, as palavras são minhas).
Ainda não vi nenhum comentário a essa crónica, merecedora de análise, mas sempre quero dizer ao Jorge Fiel que o compreendo. Ao longo dos anos, desenvolvem-se técnicas para que se consiga o feito de acertar na sanita sem molhar as mãos, mas a dificuldade é sempre elevada e renovada.
Não espero grande coisa do "Sol", como nunca esperei do "Expresso" de JAS.
Mas a crónica de Jorge Fiel, bem disposta e bem escrita (já tentei o link mas, como sabem, é pago), mostra que algo pode estar, de facto, a mudar no "Expresso". Ruptura com o passado e a prática jornalística de anos não é, com certeza, mas os jornalistas da casa parecem estar a ficar mais "soltos". Que o "Sol" os aqueça e estimule.
Etiquetas: Jornalismo
7 ComentÁrios:
Li essa crónica de Jorge Fiel, assim como uma anterior onde ele se assumia como "fábrica aberta" - ou seja, circuncisado. É um tipo de crónicas que raramente aparecia no "Expresso" antigo.
Naturalmente que nem todas as mudanças que ocorreram no Expresso são positivas. Por exemplo, começaram a aparecer crónicas desinteressantissimas de Leonor Pinhão. Se o que MEC escreve é, por regra, bem escrito, parece um texto shakespeariano ao pé da coluna da Pinhão.
A revista Única tornou-se mais "tia". É estranho ver textos de qualidade do Mário Crespo nessa revista, parecem deslocados.
Uma nota pessoal, Ranys - começares um post a falar do Sol e acabares a falar da tuas erecções matinais não será um pouco megalómano? Hein?
As "tuas (minhas) erecções matinais"? "tuas"?
Não, desculpa, mas o Sol, quando nasce, é para todos.
Lá estarei hoje na festa do lançamento. No que toca a croquetes e rissóis, estou sempre ao dispor. Nem que seja para me rir alarvemente do discurso do JAS.
Chamuças, havia chamuças, Bulhão?
E coxinhas de galinha?
Uma bela porcaria de buffet.
Começa mal o Sol. Já lá dizia a minha avó:
Se à entrada dás maus rissóis,
prepara-te que vais ficar em maus lençóis.
E dizia ainda:
Se não dás ao povo croquetes decentes,
a malta do Expresso corta-tos rentes!
Valeu-te o Gambrinus ou o Galeto no post-festa, suponho.
Sábia avó.
Também a minha avó, de uma refinada sagacidade, sempre me avisou:
"Quem não é bom para comer, não é bom para trabalhar".
E gajas, havia gajas? Daquelas de Ermesinde?
Assaltou-me agora uma dúvida exasperante: escreve-se chamuças ou chamussas?
Shamoosas :-)
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